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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Jornalistas de O Povo (CE) paralisaram atividades no fim do expediente de hoje


SOBRE A PARALISAÇÃO DE HOJE NO O POVO

Jornalistas do O Povo paralisaram os trabalhos entre o final da tarde e o começo da noite de hoje (25/4), como sinal de insatisfação com as condições de trabalho e a suspensão das negociações salariais. Segundo fontes que preferiram não se identificar, participaram da paralisação a maior parte dos jornalistas presentes no momento. “Ficaram na redação apenas os editores-executivos, porque até editores-adjuntos e colunistas participaram do ato”. No começo da noite, ao final do ato, que começou por volta das 16h, restavam ainda cerca de 40 jornalistas.

O abandono da redação se deu pela negativa da chefia do jornal em receber uma comissão mista, formada por representantes do Sindjorce e dos jornalistas, com o objetivo de retomar as negociações, que se arrastam desde setembro do ano passado, data-base da categoria. O trabalho só foi retomado depois do negociador da empresa agendar uma reunião para a próxima quinta-feira (2/5).

O ato aconteceu uma semana depois de 81,1% da redação aprovar o “estado de greve” por meio de uma votação secreta. Os jornalistas já haviam também rejeitado uma proposta da empresa de antecipar a inflação (5,39%). Desde setembro de 2012, a negociação do sindicato dos jornalistas com a classe patronal não foi finalizada. Dos iniciais 13% propostos pelo Sindijorce, restam 8,5% de aumento salarial, sem as cláusulas sociais também incluídas na demanda original. O patronato oferece um aumento de 7%.

“A redação fará mobilizações sistemáticas para sensibilizar a diretoria e pode parar, caso não avancem as negociações. O primeiro ato foi hoje, partimos em bloco para a porta do jornal em comemoração ao aniversário de um ano sem aumento. Há uma insatisfação da redação. Independente de sindicato, fizemos um abaixo-assinado reivindicando aumento salarial, concessão de benefícios e melhorias estruturais. Mas o estado de greve e essas mobilizações têm a participação do sindicato, sim.”
Por Pedro Rocha

Jornalistas do O Povo paralisaram os trabalhos entre o final da tarde e o começo da noite de hoje (25/4), como sinal de insatisfação com as condições de trabalho e a suspensão das negociações salariais. Segundo fontes que preferiram não se identificar, participaram da paralisação a maior parte dos jornalistas presentes no momento. “Ficaram na redação apenas os editores-executivos, porque até editores-adjuntos e colunistas participaram do ato”. No começo da noite, ao final do ato, que começou por volta das 16h, restavam ainda cerca de 40 jornalistas.

O abandono da redação se deu pela negativa da chefia do jornal em receber uma comissão mista, formada por representantes do Sindjorce e dos jornalistas, com o objetivo de retomar as negociações, que se arrastam desde setembro do ano passado, data-base da categoria. O trabalho só foi retomado depois do negociador da empresa agendar uma reunião para a próxima quinta-feira (2/5).

O ato aconteceu uma semana depois de 81,1% da redação aprovar o “estado de greve” por meio de uma votação secreta. Os jornalistas já haviam também rejeitado uma proposta da empresa de antecipar a inflação (5,39%). Desde setembro de 2012, a negociação do sindicato dos jornalistas com a classe patronal não foi finalizada. Dos iniciais 13% propostos pelo Sindijorce, restam 8,5% de aumento salarial, sem as cláusulas sociais também incluídas na demanda original. O patronato oferece um aumento de 7%.

“A redação fará mobilizações sistemáticas para sensibilizar a diretoria e pode parar, caso não avancem as negociações. O primeiro ato foi hoje, partimos em bloco para a porta do jornal em comemoração ao aniversário de um ano sem aumento. Há uma insatisfação da redação. Independente de sindicato, fizemos um abaixo-assinado reivindicando aumento salarial, concessão de benefícios e melhorias estruturais. Mas o estado de greve e essas mobilizações têm a participação do sindicato, sim.”

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