Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Ex-presidentes da Comissão de Direitos Humanos lançam nota contra Feliciano

Da Agência Câmara Notícias

Ex-presidentes e ex-vice-presidentes da Comissão de Direitos Humanos e Minorias divulgaram nesta terça-feira uma nota de repúdio à declaração do atual presidente do colegiado, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), de que a comissão estava “dominada até ontem por satanás”. “O que mais uma vez demonstra a sua incompatibilidade para presidi-la”, diz a nota.

Os deputados que assinaram a nota avaliam que a situação é insustentável, e que as posições de Feliciano são incompatíveis com a história da comissão, criada há 18 anos para defender minorias que não tinham voz no Parlamento. “E o problema é que todo dia temos novas declarações que geram fatos novos”, disse a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), presidente da comissão em 2011.

Para o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), que propôs a criação da comissão e a presidiu em 1995 e 1999, mesmo a retratação de Feliciano, que disse estar falando de seus adversários e não da comissão, não ameniza o acontecido. “Consideramos essa declaração uma ruptura com os princípios dos direitos humanos que orientaram a formação dessa comissão”, disse.

Religião
Questionados sobre se a nota e a oposição a Feliciano não estava se tornando numa “guerra regiliosa”, pelo fato de ele ser pastor evangélico e ter citado satanás, os deputados disseram que a questão não está ligada à filiação religiosa do atual presidente. Para eles, nos últimos 18 anos, a comissão cumpriu um papel muito importante para a sociedade brasileira, e é a isso que a sociedade reage.

“Nós fomos adversários da tortura, da homofobia, do trabalho escravo, do racismo, da violência de gênero. Dessa comissão saíram leis avançadas, como a Lei Maria da Penha; o projeto de combate à tortura, que será votado hoje [terça-feira]; e a PEC que combate o trabalho escravo”, explicou a deputada Manuela D’Ávila.

Processos
A deputada Iriny Lopes (PT-ES), que presidiu a comissão em 2005 e 2010, entrou com uma representação contra o deputado pela declaração. "É inaceitável que um deputado faça esse tipo de declaração, ferindo a honra e a imagem dos nobres colegas que atuam com dedicação e firmeza para promoção e valorização dos direitos humanos", disse.

Além disso, o Psol marcou para amanhã a apresentação de um pedido para que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abra um processo contra Feliciano.

Confira a lista dos deputados que assinam a nota:
- Nilmário Miranda (PT-MG), presidente em 1995 e 1999
- Iriny Lopes (PT-ES), presidente em 2005 e 2010
- Luiz Couto (PT-PB), presidente em 2007 e 2009
- Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), presidente em 2011
- Domingos Dutra (PT-MA), presidente em 2012
- Janete Rocha Pietá (PT-SP), vice-presidente em 2010
- Padre Ton (PT-RO), vice-presidente em 2012
- Erika Kokay (PT-DF), vice-presidente em 2012

Comentários


  1. Esses babacas que ficam defendendo direitos humanos é porque nenhum bandido foi la e tirou a vida de um filho dele ou parente ficam conversando merda. O vereador esta é certo tem que ter pena de morte sim para bandidos. os bandidos podem ficar tirando a vida dos outros por nada e por centavos matar tudo.

    ResponderExcluir
  2. A sua falácia é tão absurda que merecia nem ser respondida.
    Não poucos que defendem os direitos humanos são vítimas crueis da violência, como o advogado de DH Daniel Alves Pessoa que teve irmão e pai mortos violentamente.
    De todo modo, a fala do vereador é indefensável e criminosa.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas