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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Em Fortaleza, testemunha não pôde requisitar SAMU por não estar no local do acidente

O estudante de jornalismo da UFC, Marco Fukuda, testemunhou de sua janela um acidente. Um carro atropelou um motociclista.

Marco, perto o suficiente para realizar a fotografia que ilustra esse texto, ligou para o SAMU para solicitar o atendimento - especialmente porque percebeu que o motociclista estava machucado.

A atendente do serviço disse que, como o estudante não estava no local do acidente, esperaria que alguém que estivesse no local ligasse.

Quer dizer, se o ferido estivesse em estado grave, provavelmente morreria em consequência do protocolo de atendimento implementado.

Bom dia. Esta manhã, presenciei da varanda do meu apartamento um acidente na esquina de casa. Liguei para o 192 do SAMU, e a atendente disse que "eu não estava no local do acidente" e que esperaria alguém que estivesse no local ligasse. Isso me deixou indignado e peço a ajuda de vocês.

"Quer dizer, você ser testemunha ocular de um fato, ver um acidente da varanda do seu apartamento, telefonar para pedir socorro, atendimento a um cidadão ferido não é o suficiente", disse Marco. "Denuncio assim, a ineficiência do serviço público do SAMU-Fortaleza, e o descaso com a saúde do cidadão", complementou.
Para piorar, o estudante sequer conseguiu denunciar o caso aos órgãos competentes. "Já tentei acionar o MPF e a OAB pelo twitter, uma vez que os serviços de 'Fale com a ouvidoria' e 'Mensagem instantânea' do site do MPE-CE estão fora do ar", concluiu o estudante.

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