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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Viva a Justiça: TJ do Rio afasta perito do caso Thor. O mesmo TJ do caso Rodrigo e Ali Kamel

Por Renato Rovai

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afastou o perito criminal responsável pelo laudo do processo do atropelamento no o filho de Eike Batista, Thor Batista, que matou um ciclista em 17 de março do ano passado.

O fato aconteceu na Rodovia Washington Luís, na altura de Xerém, em Duque de Caxias. Thor Batista havia sido indiciado por homícidio culposo, sem intenção de matar, mas a Quinta Câmara Criminal anulou o documento elaborado pelo perito, que constatou que o filho de Eike Batista dirigia a 135 km/h.

De acordo com a decisão da juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Caxias, Hélio Martins Junior não deverá mais manifestar-se nos autos.

O TJ do Rio de Janeiro é o mesmo que deu ganho de causa a Ali Kamel no processo que este move contra o jornalista Rodrigo Vianna. Deu ganho de causa sem sequer ouvir os especialistas de comunicação arrolados na defesa de Vianna. Deu ganho de causa a Kamel ignorando quase que completamente a argumentação de Viaana. Leia texto.

Pode tudo o TJ do Rio de Janeiro? Pode tomar qualquer decisão polêmica que a Globo lhe garante o direito a invisibilidade do fato? O que faz com que um laudo que comprova a velocidade de 135 km de um carro que matou uma pessoa seja ignorado? O que leva um perito a ser afastado por fazer o seu trabalho? E quanto a Globo, não vai fazer um Globo Repórter especial sobre o caso Thor Batista? O Profissão Repórter não tem interesse na pauta? O Jornal Nacional vai fazer de conta que essa sentença não é de interesse jornalístico?

E o Rodrigo Vianna e o Hélio Martins Júnior é que vão pagar a conta? É assim mesmo que se faz justiça no Brasil?

Caros desembargadores do TJ, vejam bem, são só perguntas. Sem o menor interesse em ofender a honra de quem quer que seja. Apenas exercitando o direito que a minha profissão me garante, o de perguntar. Direito que, ao que parece, só é exercitado na Rede Globo quando convém aos interesses daqueles que a comandam. Imagino o quão duro é ser jornalista da Globo. O sujeito tem que fazer de conta que o ciclista era o culpado de estar na frente do filho de Eike Batista e ainda tem de dar razão ao TJ que afastou o perito no caso.

Ah, claro, ainda tem que sair por aí falando mal do Rodrigo Vianna. Porque ele, pasmem, ousou fazer humor com algo que o todo poderoso Ali Kamel não gostou. E que por conseguinte, o TJ do Rio não gostou também. Viva a Justiça!

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