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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Péssimas condições e atendimento na Central do Cidadão

Passei a manhã de hoje na Central do Cidadão do bairro do Alecrim. Já havia estado lá na semana passada para tirar a segunda via de minha carteira de identidade. Hoje era a vez de minha esposa e aproveitei para providenciar a segunda via de outros documentos - título de eleitor, carteira de motorista.
Apesar de o sistema do TRE ter ficado temporariamente indisponível, ainda assim não levei mais que quarenta minutos no Detran e no Tribunal.
Ao todo permanecemos três horas e meia por lá.
Com alguns absurdos.
Há algum tempo, com a reforma do ITEP na Ribeira, o setor foi deslocado para a Central. Em virtude disso, a preferência de todos que precisam emitir a carteira de identidade tem sido ir à Central do Alecrim - e desse modo sair com o novo documento na mão.
Acontece que na semana passada quando estive lá na Central o fluxo de atendimento parecia mais eficiente e racional que o que vimos hoje. Na semana passada, cheguei e logo esperei um bom tempo pelo atendimento no banco para realizar o pagamento da segunda via da identidade. Em seguida, subi para o ITEP e de lá, após os tramites, sai com a carteira nas mãos cerca de meia hora depois
Hoje, nos deparemos com um fila disposta para fora da Central, exposta ao calor e aos riscos das ruas. Nesta fila, ao sol, cada um ficou por pelo menos uma hora e meia. Cada um, ressalto, dos que respeitaram a fila porque muitos entravam fingindo ir para outro atendimento e subiam direto para engrossar o número dos que esperavam na sala do ITEP.
A revolta cresceu. Na sala do ITEP, foram mais de duas horas de espera até que a esposa saísse com o documento.
Além disso, o prédio não dispõe de saída de emergência visível ou outros mecanismos de segurança.
As fotos a seguir foram registradas por mim no banheiro da Central. Numa delas, uma caixa de distribuição de energia em péssimo estado. Na outra a sujeira do próprio sanitário e paredes marcadas com as digitais de usuários.
Ressalte-se que não há o que se reclamar sobre os servidores que atuam no prédio que se esforçam para que tudo se vá bem.



Comentários

  1. Ano passado fiquei sentado em um tamborete numa audiência do Procon na Central do Cidadão do Via Direta.

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  2. Ano passado fiquei sentado em um tamborete numa audiência do Procon na Central do Cidadão do Via Direta.

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