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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Papa Francisco, Hummes, Maradiaga e Lula

As ações do Papa Francisco nos dias ditatoriais em seu país ainda me parecem longe de um esclarecimento definitivo.
Ao mesmo tempo, seu conservadorismo no que se refere ao papel da mulher e aos direitos dos homossexuais também não ajudam.
Mas seus primeiros sinais são simpáticos na direção de construir uma igreja católica diferente.  Seja no nome escolhido, nas mensagens simbólicas transmitidas, seja na afirmação peremptória de que sonha com "uma igreja pobre e para os pobres".
E aí as informações de bastidores começam a desenhar uma renovação dessa esperança.
Primeiro, sintomático que Leonardo Boff tenha antecipado o nome que o novo papa assumiria.
Assistindo ao seu pronunciamento ao povo na Praça de São Pedro, assim que eleito, reparei o que ele disse.  Afirmou-se como um bispo que aprenderia a sê-lo enquanto o povo também aprenderia a ser igreja com aquele bispo.  E o tempo todo se referiu a si mesmo como bispo de Roma, nenhuma vez como Papa.
Outras coisas já disse aqui.
Outro aspecto de destaque são dois cardeais que, dizem, participaram ativamente de sua eleição.
O primeiro é o hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga, admirador da teologia da libertação - era o "candidato"de Leonardo Boff.
O outro é Cláudio Hummes, que, segundo o próprio Papa, lhe inspirou na escolha do nome ao pedir-lhe que não esquecesse dos pobres.
Maradiaga tem suas manchas.  Apoiou o golpe que destituiu Manuel Zelaya.\
Hummes esteve com Lula nas greves do ABC e é tido como seu amigo - além de disserem ser o cardeal mais próximo de Francisco.




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