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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#ForaFeliciano: Protesto impede eleição de Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Domingos Dutra (PT-MA), suspendeu nesta quarta-feira, 5, a sessão que deveria eleger o novo presidente da comissão. Indicado pelo PSC para comandar a Comissão, o nome do pastor Marco Feliciano (SP) enfrenta resistências junto a integrantes da Comissão e de movimentos sociais.
Líder do PSC na Casa disse que sigla não vai rever decisão de indicar Feliciano ao cargo - Ed Ferreira/AE
Ed Ferreira/AE
Líder do PSC na Casa disse que sigla não vai rever decisão de indicar Feliciano ao cargo


A sessão foi tumultuada, com bate-boca entre os deputados, vaias e gritos. Feliciano é acusado de racismo e homofobia. "Vou devolver para os líderes e para o presidente da Câmara o abacaxi que criaram. Quem pariu Mateus, que o embale", disse Domingos Dutra, ao suspender a sessão.

O líder do PSC, deputado André Moura (SE), afirmou que o partido não pretende rever a decisão de ter indicado o nome de Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos. "Em 18 anos, nunca vi uma situação dessas. Não tenho condições de votar nele (Feliciano)", afirmou o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), ex-secretário de Direitos Humanos do governo Lula.

O PSC ficou com a presidência da Comissão depois de acordo de líderes. Antes da votação, o PMDB, o PSDB e o PP cederam suas vagas para o PSC, que ficou com cinco vagas de titular. A bancada evangélica se uniu para apoiar o nome do pastor. "Vim aqui respaldar o nome dele. Ele tem formação humanista e cristã", disse João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, e suplente da Comissão.

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