Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#AldeiaMaracana: PMs e manifestantes entram em conflito no entorno do museu

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,pm-e-manifestantes-entram-em-conflito-no-entorno-do-museu-do-indio-no-rio,1011938,0.htm

Representantes do governo do Estado e policiais militares foram ao antigo Museu do Índio, no Maracanã, zona norte, na madrugada desta sexta-feira, 22, para desocupar o prédio histórico, habitado desde 2006 por um grupo indígena.

O governo quer demolir o casarão para urbanizar o entorno do estádio do Maracanã para a Copa de 2014 e obteve ordem na Justiça para que os índios deixem o edifício.

No fim da madrugada, militantes de movimentos sociais, que apoiam os índios, fecharam a Avenida Radial Oeste em protesto pela desocupação. A polícia reagiu com bombas de efeito moral e dois ativistas foram detidos. Homens do Batalhão de Choque foram ao local e o clima ficou tenso. Os índios colocaram barricadas no portão de acesso ao antigo museu.

O casarão em ruínas construído em 1866, onde funcionou o museu entre 1953 e 1978, é habitado por 22 índios. Eles dizem que deixarão o local pacificamente se houver garantia de que o imóvel será restaurado e usado para difusão da cultura indígena. O governo do Rio pretendia demolir o prédio e usar o terreno como estacionamento, além de construir ali uma área de lazer.

Diante do protesto dos índios e de movimentos sociais, em janeiro o governo desistiu de demolir o prédio e se comprometeu a discutir com a Prefeitura do Rio o uso que seria dado a ele. O grupo manteve a ocupação.

Comentários

Postagens mais visitadas