Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...
Era sexta-feira. Sexta-feira 13 do mês de abril de 2012. Município de Natal, Estado do Rio Grande do Norte. Brasil. América do Sul. América Latina. Ocidente. Hemisfério Sul.
Inicialmente, dois amigos, Rafael Araújo e Iran Araújo, decidiram implantar um projeto chamado "Som sem Plugs" intentando mostrar artistas do estado, alguns pouco conhecidos ou praticamente desconhecidos pela sociedade do "camaro amarelo" e assemelhados.
Como o próprio sítio eletrônico do projeto explica (clique aqui) tiveram como inspiração sítios europeus como, La Blogoteque (A Take Away Show), Burberry Acoustics, Amsterdan Acoustics que também mostram artistas com apresentações acústicas com suas respectivas obras e também histórias de vida. Assim nasceu em Natal-RN o "Som sem Plugs":
Como seu perfil diz:
"O Som sem Plugs é um espaço multimídia para divulgação e apreciação da boa música no seu formato mais íntimo e verdadeiro. A vez aqui é para a música acústica, sem edição ou mixagem."
Além de todos os adjetivos e importância que o projeto já aparenta ter, necessário atentar que o arquivo do projeto é uma verdadeira memória viva da cultura dos becos, vielas e barzinhos da cidade plenamente esquecidos. São os 'sem mídias', que há quase um ano têm o 'sem plugs'.
Quantos gênios (e não estou exagerando no termo), quantos Chicos, quantos Buarques, quantos Sciense, quantos Velosos se perderam na poeira da estrada do tempo nos grotões desse país? Isso é possivel identificar plenamente nos vídeos já arquivados no sítio eletrônico do projeto, assim como no seu perfil do facebook (clique aqui) e no seu canal no youtube (clique aqui).
Em especial, a participação do artista Caio Padilha abaixo, sintam:
"Cultura não é luxo, cultura não é lixo. Cultura é nexo. Cultura é fluxo. Cultura é sexo. Cultura é léxico. Cultura é músculo" Caio Padilha
Do Mobydick:
A canção de cunho político, interpretada em frente à prefeitura, em pleno movimento #ForaMicarla inclusive. Carlos Bem:
Dentre inúmeros outros artistas já catalogados pelo projeto como Dodora Cardoso, Rosa de Pedra, Lupe e muitos outros que por vir estão.
Hoje o projeto é tocado por Rafael Araújo, Iran Araújo, Alan Michel, Felipe Augusto e João Gabriel, mais dois colaboradores: Diniz Dinix e Rafael Fortunato. Quase todos, inclusive, com formação na área de Comunicação Social.
Aqui alguns dos colaboradores com os artistas Iury Matias, Caio Padilha e Riccelly Guimarães:
Faço aqui o apelo pela apreciação e compartilhamento do que melhor temos na cultura underground ou nem tão underground assim de nossa cidade. Jogue no seu perfil, mostre aos amigos, colabore, critique. Faça parte.
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