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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Recurso contra condenação de Henrique e Garibaldi deve ser julgado até o fim do mês pelo TJ-RN, destaca Folha

Na Folha de São Paulo

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte deve decidir, até o fim deste mês, se confirma ou derruba uma condenação por improbidade administrativa sofrida por Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), favorito para se eleger hoje presidente da Câmara.

Se confirmar a condenação, a corte pode suspender por três anos os direitos políticos do deputado --o que o impediria de disputar as próximas eleições.

Procurado pela Folha, Alves afirma que sentença da primeira instância é frágil e disse acreditar que será inocentado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande Norte.

Responsável por colocar o caso para julgamento, o desembargador Expedito Ferreira de Souza, do TJ-RN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte), disse à Folha, por meio da assessoria do tribunal, que pretende levar o caso ao plenário da corte até o fim de fevereiro.


Caso a decisão de primeira instância, de maio de 2011, se confirme, e a Justiça decrete a suspensão dos direitos políticos de Henrique Alves, ele ainda poderá obter liminares para se manter elegível.

Além disso, terá a possibilidade de derrubar a decisão em tribunais superiores, antes do chamado trânsito em julgado do caso (quando não há mais chance de recursos).

O deputado foi condenado em primeira instância, junto com seu primo, o ex-governador e hoje ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, em maio de 2011.

Conforme a decisão, Henrique Alves, quando era secretário de Governo de Garibaldi, usou recursos públicos, por meio de propagandas institucionais, para se promover pessoalmente.

Desde então, ele e Garibaldi apelam contra a sentença no Tribunal de Justiça. Depois de quase dois anos, o caso está pronto para julgamento.

O relator da apelação, desembargador Dilermando Mota, disse à Folha que já concluiu a análise do caso, mas não adiantou seu posicionamento.

O processo, com mais de 700 páginas, está agora com o revisor, Expedito Ferreira, a quem cabe colocar o caso na pauta de julgamentos da 1ª Câmara Cível do TJ-RN.

Embora seja uma decisão de colegiado, advogados e um ministro do TSE consultados pela Folha dizem que a sentença, ainda que confirmada em segunda instância, não basta para enquadrar o deputado na Lei da Ficha Limpa --o que o impediria de disputar eleições até 2021.

Isso porque, embora a lei enquadre condenados à suspensão de direitos políticos em ações de improbidade administrativa, o agente público tem de ser responsabilizado, ao mesmo tempo, por dano ao erário e enriquecimento ilícito.

O Ministério Público Estadual pediu a condenação de Henrique por esses crimes, mas a juíza Ana Cláudia da Luz e Lemos, da comarca de Natal, entendeu que Henrique Eduardo Alves limitou-se a condutas impróprias à administração pública.


Henrique Alves afirma que sentença da primeira instância é frágil

"O deputado acredita na reforma da decisão ante a fragilidade jurídica da sentença de primeira instância. A peça de divulgação trata de realizações do governo do Estado, permitida pela Constituição", informou, em nota enviada por sua assessoria.
O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) disse acreditar que será inocentado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande Norte após a condenação em primeira instância por improbidade administrativa.

Alves ressalta que a decisão de primeira instância deixou claro que não houve emprego indevido de dinheiro público. Ele diz estar "absolutamente convicto de que agiu corretamente".

O ministro Garibaldi Alves argumenta na mesma linha. Disse que a condenação por improbidade administrativa, sem emprego irregular de dinheiro público, é uma "contradição".

"O ministro acredita que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte irá reformar a decisão de primeira instância em face dessa contradição consignada na sentença judicial", afirmou, em nota.


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