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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Palestina apresentará plano para estabelecimento de fronteiras

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27159/palestinos+apresentarao+a+obama+plano+para+estabelecer+fronteiras.shtml

Os palestinos vão apresentar ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, um plano para retomar as negociações de paz com Israel em conjunto com a Liga Árabe, estabelecendo um prazo máximo de seis meses para delimitar as fronteiras e os mecanismos de segurança.

"A proposta coloca um prazo limite de seis meses para a negociação dos assuntos territoriais e de segurança", disse nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte da OLP (Organização para a Libertação da Palestina).

O plano de paz, do qual Obama tomará conhecimento durante visita à região em meados de março, exige que Israel interrompa a construção de assentamentos durante esses seis meses, assim como o cumprimento de todas as obrigações estabelecidas no acordo.

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Entre as exigências estão a libertação de presos palestinos – com prioridade para os detidos antes da assinatura dos Acordos de Oslo de 1994 –, o fim das blitzes e controles militares israelenses nas estradas da Cisjordânia e a reabertura de instituições palestinas em Jerusalém Oriental, afirmou a fonte.

A proposta palestina, que concebe uma pequena troca territorial com Israel para não ter que desalojar 65% dos colonos já assentados em território ocupado, tentará também o apoio da comunidade ocidental e, "em paralelo à visita de Obama, uma delegação ministerial árabe visitará capitais europeias para apresentá-la".

"Não está dirigida exclusivamente para os EUA, mas para toda a comunidade internacional", especificou a fonte consultada.

Em sua essência o novo plano se baseia nos princípios defendidos pela OLP em 2010 para retomar as conversas com Israel, que foram interrompidas com o final de uma moratória parcial que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, tinha declarado na construção de assentamentos.

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