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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

MPF/RN ingressa com ação exigindo distribuição de remédios a pacientesdo SUS

Da Assessoria de Comunicação do MPF

Avastin e Lucentis são similares e costumam ser prescritos para tratamento de doenças na retina e até câncer

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) ingressou com uma ação civil pública na Justiça Federal cobrando da União e do Governo do Estado o fornecimento dos medicamentos Avastin (princípio ativo bevacizumab) e Lucentis (ranibizumab), para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Ambos são prescritos para tratamento de doenças oftalmológicas e em alguns casos de câncer.

A ACP, com pedido de antecipação de tutela, foi assinada pelo procurador Regional do Direitos do Cidadão, Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes, e destaca as dificuldades relatadas por usuários do SUS em obter qualquer dos medicamentos. Nenhum dos dois é fornecido gratuitamente, pois não constam da lista oficial do Sistema Único de Saúde.

Tanto o Avastin, quanto o Lucentis, são utilizados no tratamento de casos de câncer colorretal e de doenças da retina, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), retinopatia diabética, oclusões venosas, dentre outras. Com o acesso a esses medicamentos negado, os pacientes têm ameaçados seus direitos à saúde e à vida, sobretudo pelo alto preço de ambos na rede privada.

A ação do MPF cita uma manifestação da Sociedade Brasileira de Ofalmologia (SBO), segundo a qual há inúmeros trabalhos que indicam a eficácia e segurança do uso do Avastin intraocular em doenças retinianas. “O único medicamento antiangiogênico autorizado pela Anvisa para uso intraocular é o Lucentis, com indicações semelhantes ao Avastin. Contudo, nenhuma das duas drogas são fornecidas pelo SUS”, aponta a SBO.

A Procuradoria da República no Município de Mossoró já obteve ganho de causa em uma ação civil pública que exigia o fornecimento do Avastin, no entanto a sentença, de junho de 2012, teve efeitos limitados aos pacientes residentes nos municípios abrangidos pela Subseção Judiciária de Mossoró. A nova ACP pretende garantir o acesso aos medicamentos a todos residentes no Rio Grande do Norte.

O pedido do MPF é que o Avastin e o Lucentis sejam fornecidos gratuitamente e de modo ininterrupto, em local disponível e de forma imediata, aos usuários do SUS que comprovem a necessidade do uso, ainda que ambos os medicamentos não constem da lista oficial do Ministério da Saúde e precisem ser importados. A multa diária prevista na ação, em caso de descumprimento, é de R$ 5 mil diários.

A ação civil pública tramita na Justiça Federal sob o número 0000589-79.2013.4.05.8400.

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