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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

MP requisitou vistoria na boate Kiss em 2011

No UOL
Uma requisição do MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) de 7 de julho de 2011 pedia uma vistoria na boate Kiss, de Santa Maria, para verificar a situação sanitária e de plano de combate a incêndio na casa noturna onde morreram mais de 200 jovens na madrugada do último domingo (27).

O documento é assinado pelo promotor público João Marcos Adede y Castro, que se aposentou em dezembro do último ano. "Eu recebia muitas denúncias de bombeiros que iam fiscalizar os locais e não eram obedecidos pelos proprietários. Então, eles me procuravam porque se sentiam impotentes e não conseguiam obrigar os donos a seguirem as leis. Foi o caso da denúncia dessa boate", relata Castro.
  • Reprodução

    Como comprovou a tragédia que comoveu o Brasil e o mundo, não houve mudança significativa na casa noturna. "Aqui em Santa Maria há uma resistência forte porque os empresários não querem gastar com segurança e não há uma pressão governamental para controlá-los", conta o promotor, que diz ter mandado mais de 400 pedidos de fiscalização do comércio da cidade gaúcha.

    Essa declaração vem ao encontro da notícia de que a delegacia e a própria Prefeitura de Santa Maria estão com alvarás de combate de incêndio vencidos.

    Nesta semana, o Corpo de Bombeiros de Santa Maria confirmou que existem milhares de pedidos na fila para serem examinados, e que, portanto, alguns meses podem se passar até que o alvará acabe sendo renovado.

    "Todas as escolas públicas daqui não têm alvará nem estrutura para evacuação de incêndio. É a regra da cidade. A fiscalização e fechamento de locais e de comércios não dá voto", critica Castro.

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