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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Foto de soldado israelense mirando em criança palestina causa polêmica na Internet


Foto postada no Instagram mostra uma criança palestina como alvo de um atirador israelense

No Opera Mundi

A foto de um garoto visto através do alvo de um rifle tem provocado polêmica na Internet. O motivo: a imagem teria sido tirada por Mor Ostrovski, atirador do Exército israelense, ao apontar a arma a um jovem palestino.

"Isso é como funciona a ocupação. Isso é como parece o controle militar sobre a população civil",escreveu um membro da organização Breaking the Silence, que publica testemunhos de veteranos israelenses que desejam conscientizar as pessoas sobre a vida na Cisjordânia ocupada. Outros relatórios da organização mostram declarações de soldados que chegaram a atirar em crianças.

O Exército de Israel disse que os comandantes do soldado estão investigando o incidente, que "não está de acordo com o espírito ou valores das Forças Armadas", afirmou um porta-voz.

Já Ostrovki, de 20 anos, fechou sua conta no Instagram, onde a imagem foi postada, e disse ao Exército que não foi o autor da foto, mas teria achado-a na Internet. Não existem outras fotos que confirmem se o garoto foi atingido.

A foto foi originalmente postada no site focado em questões palestinas Electronic Intifada, que a considerou "de mau gosto e desumana". A mesma publicação postou fotos de outro soldado israelense.

O conceito de "war sporno" (uma mistura de esporte, pornografia e guerra) é mencionado em outro artigo do site como o que faz outros soldados israelenses em suas contas do Instagram. Imagens de semi-nudez, portando armas ou equipamentos de uso militar, erotizam o trabalho de combatentes.

Esse tipo é frequente nas fotos de Nisim Asis, por exemplo. O soldado tinha seu perfil na rede social descrito como "Nisim asis 22 anos de idade. Jerusalem-Israel.. Eu gosto de palestinos mortos :-)" e publicou fotos de si mesmo lambendo uma faca com algo que se parece com ketchup e a legenda "Fodam-se todos os árabes seu sangue é gostoso".

Em setembro de 2012, as Forças Armadas israelenses anunciaram a conta israeldefenseforces no Instagram, com fotos de campo dos soldados. Assim, o Electronic Intifada pergunta: "Dado o esforço do Exército de Israel em policiar o uso de redes sociais por soldados, como devemos interpretar posts de soldados regulares que erotizam sua imagem militar?", em que "a sexualidade é usada como propaganda oficial das operações israelenses".

Além do caso de Ostrovski, o Exército israelense também está a cargo de analisar a foto postada no Facebook de um soldado da infantaria em Hebron, em que ele aparece ao lado de quatro palestinos detidos, algemados, curvados e vendados. O comandante da brigada, que descobriu o incidente, considera que o caso deve ser considerado questão disciplinar, não objeto de investigação criminal. Um inquérito da Polícia Militar, aberto logo após a divulgação da foto, foi fechado quando o soldado já havia sido julgado por seus superiores.

O soldado fotografado foi sentenciado a 14 dias de detenção e instruído a remover a foto das redes sociais e de seu celular. O soldado que tirou a foto não sofreu punições.

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