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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Desmoralizar a política serve à mídia

Coincidentemente, lia há pouco no livro de Solano Nascimento sobre Jornalismo investigativo ("Novos escribas") a análise de John Thompson sobre os efeitos dos escândalos midiáticos sobre a democracia.
Combina com a análise abaixo de Luiz Carlos Azenha.

Por Luiz Carlos Azenha
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Desmoralizar a política serve à mídia, na medida em que o Congresso deveria ser o responsável pela regulamentação dos meios, por enquadrar a propriedade cruzada, os monopólios, etc. Não que os próprios políticos e as alianças bizarras não contribuam com isso, mas o foco é em destruir a esfera pública, transferindo o debate para as páginas de jornais e entregando a agenda política na mão dos mervais. Do ponto-de-vista meramente eleitoral, em 2014 Marina Silva vai surfar nessa onda, aglutinando o voto antipetista e antitucano. Se o Eduardo Campos sair candidato, enfraquece Dilma numa região-chave para o PT, o Nordeste. O objetivo é garantir o segundo turno. Não foi por outro motivo que, me contou um ex-assessor de campanha, ele carregou uma mala de dinheiro tucano para fortalecer candidato "alternativo" em 2006.

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