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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Depoimento de Marcos Valério acusando Lula ainda não foi recebido pelo MPF em Minas Gerais

Ainda não foi esclarecida, também, a acusação de que Valério teria recebido ao menos R$ 17 milhões em troco de um depoimento envolvendo Lula.  Testemunha do acerto já teria falado à justiça sobre o assunto.

Na Folha de São Paulo



O Ministério Público Federal em Minas Gerais ainda não sabe o destino do depoimento em que o empresário Marcos Valério de Souza acusa o ex-presidente Lula de envolvimento no mensalão.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, a acusação foi enviada anteontem para Belo Horizonte, mas até a noite de ontem os papéis ainda não haviam chegado.

Por causa do recesso do Carnaval, o órgão prevê que o documento esteja nas mãos de um procurador em até 15 dias. É ele que vai decidir se vai investigar o caso e oferecer denúncia ou não.

Quando a acusação chegar à Procuradoria, passará pelo setor de protocolo, pela triagem e será então enviada ao procurador-chefe do órgão.

O processo pode ir para as mãos de um procurador por sorteio ou, caso o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, indique que ele tem relação com uma outra ação, ficar com o procurador responsável por esse caso.

A decisão de enviar o caso para Minas Gerais ocorreu, segundo Gurgel, porque a Procuradoria no Estado já trabalha em "um desmembramento determinado pelo ministro Joaquim Barbosa que trata de assunto relacionado ao esquema do mensalão".

Segundo a Procuradoria, há pelo menos seis ações decorrentes de desmembramentos do mensalão no Estado. Valério era réu e já foi condenado em duas delas.

O novo depoimento não foi apreciado pelo Supremo Tribunal Federal porque o julgamento do mensalão já estava em curso quando ele fez as novas acusações. O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, afirmou ser "irrelevante o local para onde foi encaminhado o depoimento".

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