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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Será que Henrique, Hermano e Fernando Leitão ainda lembram do IP?

Quem ainda se lembra do IP (Instituto Potiguar de Desenvolvimento Social)?
Em 8 de dezembro de 2010, a Folha de São Paulo destacou o IP.
O IP é uma ONG ligada ao deputado estadual Hermano Moraes (PMDB). Henrique havia destinado R$ 400 mil de sua cota de emendas no Orçamento de 2011 para a ONG.
Na matéria de 2010, Hermano negou ligação com o IP, mas Henrique afirmou ter recebido o pedido de emenda do próprio Hermano - à época ainda vereador.
A destinação era a "qualificação de profissionais associados ao segmento do turismo".
No Orçamento de 2010 Henrique já havia apresentado uma emenda de R$ 200 mil para o IP, mas o dinheiro não havia sido liberado.
Segundo a Folha, ainda, a "ONG, que deixou de funcionar em 2007 e foi reativada no ano passado [2009], é a única entidade beneficiada diretamente por emenda de Henrique Eduardo Alves no relatório apresentado por ele, no fim de novembro, à Comissão Mista de Orçamento no Congresso".
Henrique Eduardo Alves disse na época à Folha que a ONG, uma ilustre desconhecida, é muito "respeitada" e "reconhecida" no Rio Grande do Norte.
"Para o deputado, o objetivo da emenda é 'importantíssimo' para o Rio Grande do Norte, que é destino de muitos turistas", complementava a matéria.
Aurélio Soares de Gois Júnior, chefe de gabinete de Hermano Morais, aparecia como responsável pelo IP no sistema do Portal de Convênios. O convênio estava previsto para ser concluído em 28 de dezembro de 2011, mas o sistema não informa se algo do convênio foi executado.
O mais curioso é que um dos responsáveis pelo IP é justamente Fernando Leitão, irmão de Hermano - o mesmo Hermano que disse à Folha em 2010 não ter nada a ver com o Instituto. O mesmo Fernando é sócio da Bonacci, empreiteira na qual era sócio de Aluizio Almeida, ex-chefe de gabinete de Henrique Alves (que empreiteiro seria chefe de gabinete de um deputado federal?).
No caso do convênio denunciado pela Folha, não seria mais lógico que o município fizesse a proposta de convênio e que se contratasse entidades de treinamento do sistema S (SENAC), que inclusive já possui um hotel-escola na cidade, o Barreira Roxa, na Via Costeira? Por que contratar uma ONG desconhecida para tal?
Nadjaluce de Carvalho Barros, outra representante do IP, foi diretora do Departamento de Segurança Alimentar da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) na gestão Micarla de Sousa. Nadjaluce é presidente de outra ONG beneficiada com convênios federais: o Instituto Potiguar de Juventude pela Cidadania.
Outro nome ligado a este instituto é o de Maria Aparecida Polícia, que trabalha no setor de relações sindicais da Fiern.


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