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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Judas chega ao fim no CNJ

Por Dinarte Assunção


Os desembargadores Rafael Godeiro e Osvaldo Cruz serão julgados pelo Conselho Nacional de Justiça na próxima terça-feira (29), quando, na esfera administrativa, a Operação Judas terá um desfecho para ambos.

Lá, restará provado se são inocentes ou culpados. Suas sanções podem variar da aposentadoria compulsória (imputação máxima de punição) ou a absolvição, caso seus argumentos sustentados até aqui se sobreponham à acusação.

O julgamento é especificamente emblemático para Rafael Godeiro. Três dias após o julgamento, em 1º de fevereiro, ele completa 70 anos, idade na qual a aposentadoria compulsória se impõe na magistratura.

Se inocentado, Godeiro deixará o caso como quer: pela porta da frente do Tribunal de Justiça.

Não custa lembrar ainda que eventual absolvição dos desembargadores pode refletir no Superior Tribunal de Justiça, onde ambos os magistrados respondem criminalmente pelas acusações de se locupletarem num roubo de R$ 14 milhões do setor de precatórios do Tribunal de Justiça.

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