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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Miguel Josino, Tatianny Cruz, Gustavo Henrique e Alexandre Magno a serviço de Dickson Nasser

Pesquisando informações sobre a documentação que tenho em mãos, encontrei esta nota da Tribuna do Norte em 31 de outubro de 2007.

Dados interessantes:

De R$ 60 mil a zero em um dia. Foi de quanto passou o contrato firmado entre a Câmara Municipal e o escritório de advocacia Josino e Leite Associados. A contratação foi firmada em 21 de setembro e contestada esta semana pelo Ministério Público porque além da Câmara Municipal possuir uma procuradoria que deveria atuar em sua defesa; o escritório contratado é o antigo local de trabalho do procurador Gustavo Henrique Souza da Silva (que recomendou o contrato) e emprega atualmente a esposa dele, Tatianny Bezerra Cruz e Souza.
Quem anunciou a mudança no valor do contrato foi o presidente da Câmara Municipal, vereador Dickson Nasser. Segundo ele, a iniciativa partiu do advogado contratado, Miguel Josino, que por meio de carta anunciou que não cobraria pelo serviço. O advogado defenderá a Câmara na contestação constitucional que a Prefeitura está fazendo a parte do Plano Diretor. Ontem, em entrevista ao programa Panorama do RN (Rádio Globo) Dickson Nasser agradeceu pelo que classificou de economia. "Agradeço ao Ministério Público".
Dickson Nasser explicou que a indicação de Miguel Josino foi idéia de um dos procuradores da Câmara, Alexandre Magno Alves de Souza, que já foi procurador-geral na época em que a Casa era presidida por Rogério Marinho. Alexandre Magno de Souza inclusive ocupou no mesmo período a chefia de gabinete do presidente da época. Seguindo a indicação, Dickson Nasser procurou o advogado, que aceitou representar a Câmara.
Sob o fato do escritório de Miguel Josino ter ligações com o atual procurador e com a esposa dele, o presidente não falou. O vereador que preside a Câmara apenas informou que já havia recebido a recomendação pela suspensão do contrato e que a solução para o problema já havia surgido. "Miguel Josino vai fazer de graça", disse. Mas não soube explicar a que se devia fato de um escritório particular prestar um serviço gratuito a uma Câmara Municipal de uma capital de Estado que possui Procuradoria.

Ele acrescentou, justificando a contratação, que "os procuradores são bons - os nossos - mas para a defesa desse caso tinha de ser uma pessoa por dentro de Constituição". O Ministério Público foi consultado sobre o assunto e repassou entendimento de que (em princípio) não vê problemas no serviço voluntário que Miguel Josino prestará à Câmara porque a intenção da recomendação era impedir um suposto prejuízo ao erário. Há entretanto um detalhe: o contrato ainda tem de ser suspenso e a dispensa de pagamento tem de ser oficializada por meio de algum documento que comprove o acerto.
O réu da Operação Assepsia e braço direito de Rogério Marinho teria indicado o escritório do atual Procurador-Geral do Estado, Miguel Josino, para atuar na defesa da Câmara, mesmo com a casa legislativa tendo procuradoria.  E seu procurador-chefe, Gustavo Henrique, tinha a esposa trabalhando à época no escritório de Miguel.
Quem era a esposa?  Tatianny Cruz é filha do desembargador afastado do TJ Oswaldo Cruz. Tatianny seria uma das beneficiárias do esquema dos precatórios do Tribunal de Justiça do RN desbaratado pela Operação Judas.

E o nome dela é um ponto de referência importante com o advogado Felipe Cortez e a investigação principal descrita na documentação que o blog está analisando.

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