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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Henrique: mal necessário?

Um petista me procurou para defender a eleição de Henrique Alves à presidência da Câmara Federal. Para ele, Henrique é um mal necessário.
O objetivo seria descolar o PMDB do governo Rosalba Ciarlini. "Só assim é possível derrotar Ravengar e os bilhões em 2014", disse.
Só pode ser brincadeira.
Henrique não é um mal necessário. Henrique é um mal. De que adianta investigarmos, como sociedade, os US$ 15 milhões que ele mantinha em 2002 fora do país? De que adianta irmos atrás da relação entre ele e Tufi Meres, da Marca e da Operação Assepsia? De que adianta nos questionarmos por que um empreiteiro seria seu chefe de gabinete? De que adianta publicar denúncia demonstrando que o deputado interfere em nomeações de cargos comissionados no tribunal que, ironicamente, julga as eleições?
Se ele é um mal necessário isso significa que toda corrupção possível há de ser tolerada - principalmente se o autor for um aliado.
Não, meu amigo. Quem descobre o que a gente descobre não pode se conformar em ter Henrique como mal necessário.

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