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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Gonzaga: Uma confusão narrativa

A audiência de Gonzaga - De Pai pra Filho perde para a antecessora O Canto da Sereia.

Na Folha de São Paulo

Não é segredo que o diretor Breno Silveira implorou para a Globo Filmes por mais tempo antes de lançar "Gonzaga - De Pai pra Filho" nos cinemas, em outubro.

Mas o longa era parte de um projeto que envolvia comemorações do centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, e a microssérie que estreou anteontem na Globo.


Julio Andrade em cena de "Gonzaga - De Pai pra Filho"
Julio Andrade em cena de "Gonzaga - De Pai pra Filho"
No auge da correria para finalizar o longa, Silveira chegou a trabalhar com cinco montadores. A estratégia cobrou um preço: o filme virou uma confusão narrativa.

Na televisão, ele ganhou uma nova chance, mas não houve nenhuma mudança radical no primeiro episódio.

Era o momento de reagrupar o início da narrativa, que viaja de forma frenética por três linhas temporais em um curto espaço de tempo.

Porém a série, como no filme, só começa mesmo com 15 minutos de trama, quando acompanhamos o início da trajetória do Rei do Baião.

Pelo menos, a trilha maniqueísta, que inunda os momentos dramáticos --até os mais insignificantes--, ficou diluída na TV.

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