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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Favorito à Câmara, Henrique Alves será investigado por repasse

Na Folha de São Paulo

Favorito para ser eleito na próxima segunda presidente da Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) passou a ser investigado nesta semana pelo Ministério Público Federal por repassar R$ 357 mil de dinheiro público para duas empresas de aluguel de veículo suspeitas.

A investigação, para apurar a suspeita de improbidade administrativa, foi aberta anteontem no Distrito Federal e tem como base notícia da revista "Veja" deste mês.

A matéria diz que as empresas Global Transportes e Executiva receberam dinheiro.

A Global está registrada numa casa na periferia de Brasília e sua dona no papel disse à "Veja" desconhecer a existência da empresa. A Executiva teve como sócio um ex-assessor do PMDB.

O deputado, ouvido pela revista, afirmou primeiro que usava um veículo próprio em Brasília. Depois, recuou e disse que não se lembrava do modelo do carro alugado. Um assessor afirmou à revista que foi o deputado quem mandou contratar a empresa de aluguel de carros.

O procurador Paulo José Rocha Junior já solicitou ao Detran informações sobre os veículos de propriedade da empresa desde 2008 e as notas fiscais emitidas.

Alves já é investigado pelo Ministério Público Federal em outra ação de improbidade por enriquecimento ilícito. Em novembro, ele conseguiu adiar decisão sobre a quebra de seu sigilo fiscal e bancário, bem como de suas empresas, por meio de recurso judicial. Nessa ação, Alves é acusado de manter ilegalmente dinheiro fora do país.

Nesta semana, a Folha mostrou como ele usou seu cargo para pedir benefícios para aliados no governo.

Outro lado
O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) disse que já deu as explicações e não tem mais nada a esclarecer sobre o assunto.

Na época da divulgação da reportagem, a assessoria do deputado divulgou nota em que diz que "foi determinada, pelo deputado, a apuração rigorosa da existência de possíveis irregularidades".

O deputado havia afirmado, na ocasião, que a Global Transporte existe, está registrada na Receita, o serviço é prestado e não há nada irregular. Segundo a assessoria do deputado, o contrato venceu em 20 de dezembro e não foi renovado. A empresa informou que prestou os serviços e que as notas fiscais são referentes aos aluguéis.

A Folha não localizou os responsáveis pela Executiva.

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