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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

"Batedor de carteira de dinheiro público", diz Geddel sobre assessor de Henrique

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2013/01/27/no-twitter-geddel-chama-assessor-de-henrique-alves-de-batedor-de-carteira-de-dinheiro-publico/

Principal liderança do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima pendurou no Twitter um lote de comentários sobre um assessor de Henrique Eduardo Alves, o candidato do partido à presidência da Câmara. O auxiliar se chama Francisco Bruzzi. É especialista em emendas ao Orçamento da União. Para Geddel, trata-se de um “batedor de carteira de dinheiro público.”

O nome de Francisco Bruzzi veio à luz numa notícia veiculada neste final de semana pela revista Época. Eis o título da reportagem: ‘As acusações de pagamento de propina contra Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves’. O texto pode ser lido aqui. Revela detalhes inéditos da Operação Navalha.

Deflagrada pela Polícia Federal em 2007, a Navalha percorreu um esquema de desvio de verbas públicas comandado pelo empreiteiro Zuleido Veras, da construtora Gautama. O escândalo custou o cargo do então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, um apadrinhado do senador José Sarney (PMDB-AP). O processo corre no Superior Tribunal de Justiça.

A revista obteve a íntegra do inquérito. Informa que, manuseando a papelada, encontrou “evidências fortes de pagamentos de propina para Renan e Henrique.” Segundo a notícia, a Gautama relacionava-se com assessores dos parlamentares. Entre eles, Francisco Bruzzi, citado ora como “braço direito” de Henrique Alves ora como “operador fundamental no esquema de Zuleido”.

Numa das passagens, a revista conta que Zuleido recorreu a Bruzzi para liberar verbas federais de uma obra em Alagoas. O governo alagoano estava com pendências no Ministério da Integração Nacional. A PF descobriu que, em reunião com o empreiteiro, o assessor de Henrique Alves informou-lhe que conseguira eliminar na pasta da Integração as restrições que travavam o escoamento das verbas.

O encontro ocorreu em abril de 2007, sob Lula. Nessa época, era Geddel quem respondia pelo Ministério da Integração. “Uma denúncia como essa da Época exige o imediato afastamento desse tal de Bruzzi”, anotou no Twitter o ex-ministro, hoje vice-presidente da Caixa Econômica Federal. “Essa figura macula o PMDB, e ele é das trevas mesmo.”

Afora a demissão de Bruzzi, Geddel sugeriu ao correligionário Henrique uma providência adicional: acha que convém “mandar investigar esse cara”. Plugado no microblog de Geddel, um internauta perguntou: “Te meteram no rolo? Você ouviu os áudios [captados pelos grampos da PF]?” E Geddel: “Não, mas não há hipótese de me meterem em rolo.” Referindo-se a Bruzzi, acrescentou: “Lugar de batedor de carteira de dinheiro público é cadeia.”

Procurados pela reportagem de Época, Renan e Henrique não quiseram comentar a notícia que ressuscitou a Operação Navalha. Favorito do PMDB à presidência do Senado, Renan ganhou neste sábado outra prioridade. Descobriu-se que o procurador-geral da República Roberto Gurgel protocolara na véspera uma denúncia contra ele no STF.

Alheio às denúncias e às observações de Geddel, Henrique Alves também passou pelo Twitter. Redigiu 12 mensagens de agradecimento às legendas que se comprometeram a apoiá-lo na disputa pelo comando da Câmara. O texto é padrão. Fala da “reta final” e agradece “a correção e empenho” dos apoiadores. Foram brindadas as seguintes legendas: PDT, PCdoB, PRB, PPS, DEM, PR, PP, PSD, PT, PSC, PSDB e, naturalmente, PMDB.

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