Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

A indigência intelectual travestida de humor


Por Rudá Ricci

Eu nem pensava em postar neste espaço a depressão que vivo desde a virada do ano. Direcionei minha vida, desde os 15 anos, para tentar construir algo diferente na prática política do país, mais arejada, mais controlada pela sociedade civil, diminuindo o poder avassalador da burocracia estatal e, principalmente, a captura de tudo que é público pela sana partidária e por seus líderes não menos ambiciosos (para utilizar um termo cordial). As eleições municipais me quebraram as pernas, dado o nível de amoralidade que empesteou a pobre terra dos tupiniquins.
Mas este país tem lugar para gente que não tem limites em nada. Um país sem superego, que tudo pode, que tudo quer. E ainda utilizam princípios caros à civilização e tolerância para garantir sua intolerância e falta de respeito humano. Vejam a ilustração porca e desumana de Chico Caruso (aí ao lado), postada no blog do Ricardo Noblat, na manhã de hoje. Sei que é tão inverossímil que é melhor dar o endereço do blog do Noblat para que o internauta confira esta indigência moral e intelectual: AQUI .
Será que qualquer discussão política em nosso país tem que vir acompanhada deste infantilismo bestial? Não dá para elevar um pouco o nível, até atingir o nível da humanidade?
Cancelei minha assinatura do jornal O Globo porque, nas eleições presidenciais, os editores transformaram o jornal num panfleto eleitoral. Liguei informando (sei que foi ingênuo, mas meu fígado pedia) o motivo: se for para contribuir com alguma campanha, faço doação direta, sem intermediários. Vejo que a opinião de um assinante conta pouco, hoje, na trilha da difamação a qualquer custo, com ares de crítica.
Não dá. É o abandono de tudo o que parece mais caro à quem tem alma. Mesmo para aqueles que desprezam ou nem sabem que têm alma.

Comentários

Postagens mais visitadas