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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Venezuelanos vão às ruas em apoio a Hugo Chávez

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/25908/venezuelanos+saem+as+ruas+do+pais+em+apoio+a+chavez.shtml

Seguidores de Hugo Chávez se reuniram neste domingo (02/12) em praças das principais cidades do país para demonstrar apoio e solidariedade ao presidente, que precisará ser operado novamente. Chávez anunciou que células malignas foram encontradas durante exames e, por isso, precisará retornar a Havana, capital cubana. A Assembleia Nacional autorizou por unanimidade a viagem.

Na Praça Bolívar de Caracas, centenas de simpatizantes fizeram uma corrente de oração. "Não imagino a Venezuela sem ele", declarou à AFP Darwin Guerrero, estudante de Engenharia de 17 anos, a poucos metros da estátua do libertador Simón Bolívar. "Estamos aqui para pedir a Deus que dê vida a ele. Ele fez tudo pelos pobres", continua Guerrero, natural de Santa Teresa (estado de Miranda, norte). Ao lado, uma mulher chora enquanto reza com os olhos fechados: "Chávez viverá!".

Vladimir Hernández tem 52 anos e, além de trabalhar como sapateiro, também estuda Direito na Universidade Bolivariana da Venezuela, subordinada à Missão Sucre, de educação gratuita, um dos programas sociais criados por Chávez. "Senti uma pena muito grande quando soube que ele vai ser operado de novo, mas agora estou aqui para pedir a Deus que o ajude nestes tempos difíceis", afirmou. "Alguns opositores já querem matar o presidente, mas Chávez não morreu, nem renunciou. A designação de Maduro está dentro da Constituição”, enfatizou, se referindo- a Nicolás Maduro, o chanceler e vice-presidente designado por Chávez para sucedê-lo em caso de incapacidade de governar.

"Se para Chávez está bem, para nós também. Maduro demonstrou no processo (revolucionário) que é homem cabal, honesto, um ex-motorista de ônibus", lembrou Hernández. "Maduro é um camarada de luta. Se Hugo Rafael Chávez Frias o designou é porque sabe que ele é bom. O que ele disser, nós apoiaremos", completou Manuel Araujo, mototaxista de 40 anos, que exibia uma bandeira da Venezuela, igual a muitos dos presentes.

* Com informações da AFP

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