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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Tuitaço em apoio à Ley de Medios

Por Altamiro Borges

Por iniciativa de várias entidades latino-americanas, nesta sexta-feira ocorre um tuitaço em apoio à "Ley de Medios", que está prevista para entrar em vigor na Argentina em 7 de dezembro – o 7D da Democracia e Diversidade nos meios de comunicação. A ideia é usar as hashtags #7D, #NOmonopolios e #LeydeMedios para agitar as redes sociais em defesa da democratização dos meios de comunicação e contra os monopólios midiáticos no país vizinho e em todo o continente.

Segundo o manifesto de convocação do tuitaço, liderado pela AlbaTV e pela Agência Latino-Americana de Informação (Alai), a Ley de Medios é um passo decisivo no rumo da democratização da mídia. “O 7 de dezembro representa uma data chave para quem entende que a comunicação é um direito dos povos e que, por isso, é necessária pluralidade de vozes e de discursos nos meios que difundem notícias de interesse dos movimentos sociais, porque afetam aos mesmos e porque eles são os protagonistas da história”.


“A monopolização dos meios é uma característica comum dos países da América Latina. A privatização dos sinais de rádio e televisão promove não somente a uniformidade de visões e análises, mas também visa incentivar processos antidemocráticos... Assim ocorreu na Venezuela no golpe de 2002 ou no Equador em 2010, quando a mídia tentou legitimar uma sublevação policial que sequestrou o presidente Rafael Correa. Atuações similares ocorreram na Bolívia, Paraguai e Honduras, com resultados favoráveis aos golpistas”.


Neste cenário preocupante, em que a mídia atenta contra a democracia, o manifesto destaca a importância da Ley de Medios, que representa um duro golpe nos monopólios da Argentina. “Neste país, em 7 de dezembro, vence a medida judicial interposta pelo grupo monopolista Clarín, que impede a total vigência da Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual. A partir desta data, os meios de comunicação deverão transferir algumas de suas licenças comerciais para outros grupos, mediante concurso público”.

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