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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Maestro pernambucano é espancado por policiais na Espanha

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/maestro-israel-de-franca-e-espancado-na-espanha

Ato aconteceu na noite desse domingo (23), quando ele caminhava com um amigo pelas ruas de Zaidin, em Granada.

Conhecido pela história de superação e também por ter sido vítima de um ato racista que repercutiu internacionalmente na década de 1980, o maestro pernambucano Israel de França foi novamente vítima de uma agressão, na noite desse domingo (23), na Espanha. Maestro e violinista da Orquestra de Camara Ciudad de Granada, no país europeu, ele foi espancado por policiais do Corpo Nacional de Polícia da Espanha, quando caminhava por uma das ruas do bairro de Zaidin, onde mora.

Segundo informações repassadas por amigos de Israel, ele estava caminhando com um amigo quando foi levado para dentro de um edifício e espancado. O caso foi relatado pelo próprio violinista, que está em casa, recuperando-se. De acordo com ele, não houve motivo para a ação. O homem que estava com Israel na rua pemaneceu do lado de fora do prédio, por ordem dos policiais.

Nascido em Pernambuco, Israel foi criado no bairro de Peixinhos, em Olinda, e mora há 23 anos na Espanha. Ele ficou famoso depois de protagonizar, ainda criança, um episódio de racismo que chocou o país. Ele foi detido quando corria nas proximidades do Parque 13 de Maio, com o violino na mão, para não se atrasar para uma apresentação, e só foi liberado depois de tocar o instrumento para provar que era realmente músico.

Segundo os amigos, Israel ainda está muito abalado e passou a maior parte do dia em casa, chorando. Ele esteve no estado em agosto, participando do Festival de Música Erudita do Recife.

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