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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Jagunço recebe arma, celular e R$600 para matar líderes Kaiowá

Pedro Alves publicou a seguinte denúncia no Facebook.

Na manhã desta quarta-feira, 27, lideranças indígenas da Aldeia Takuara, município de Juti, fizeram um Boletim de Ocorrência na cidade de Caarapó denunciando a contratação de um jagunço a mando do fazendeiro Jacinto Honório da Silva Filho. Segundo informações, o jagunço com nome de Moacir recebeu uma arma de fogo, um celular e a quantia de R$ 600 reais dado por Jacintinho, filho do fazendeiro Jacinto. O objetivo da contratação é assasinar as lideranças Ládio Véron, Valdelice Véron e Arlindo Véron, líderes indígenas da Aldeia Takuara. Segundo os indígenas, a FUNAI foi notificada, porém nada foi feito até o exato momento. O clima é de tensão na terra indígena.

Em 13 de janeiro de 2003, o Cacique Marco Véron foi brutalmente assasinado na terra indígena Takuara a mando do fazendeiro Jacinto Honório da Silva Filho. Na ocasião, os jagunços tentaram atear fogo no Cacique Ládio Véron, filho de Marco, porém o líder indígena conseguiu fugir. Marco Véron morreu por traumatismo craniano.

O Cacique Ládio Véron é uma das lideranças Guarani e Kaiowá que está no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos Ameaçados de Morte, porém as ameaças, emboscadas e contratações de jagunços continuam gradativamente.

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