Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Homenagens e o dia em que estivemos com Dona Canô

Em Banda Larga Cordel, Gilberto Gil gravou canção que fez em homenagem aos cem anos de Dona Canô.
Segue a letra abaixo, uma vez que não encontrei nenhuma versão gravada da música na Internet.
desde o tempo do carro de boi
da época do trem motriz
do auge dos canaviais 
tens vivido a semear a luz
a paz e o amor que tem raiz
na índia dos teus ancestrais 
vida cheia de momentos raros
nesta cara santo amaro
terra de doces paixões 
zeca e todas as meninas
e os meninos, quantos sinos
quantos hinos, quantas orações 
has de ouvir de nós
sempre essa voz
sempre essa voz
sempre em tom de louvor 
nossa emoção, canô
nesta canção, canô
nossa emoção, nesta canção 
parabéns pra você, canô
cem anos com você, canô
parabéns pra você, canô
cem anos com você, canô
Abaixo, fotos com dona Canô.
Era janeiro de 2008 e mamãe foi passar uns dias conosco em Salvador.  Admiradora de Dona Canô, mamãe nos fez pegar a estrada no rumo do Recôncavo, até Santo Amaro.
Ao chegarmos, Canô dormia.  Depois, nos recebeu com muita simpatia:

Mamãe

Eu e Kênia

Comentários

Postagens mais visitadas