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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Fux traiu a esposa na festa de casamento

Por Luis Nassif

Indago dos Ministros que pretenderam fazer história com o julgamento do mensalão: como irão tratar do caso Luiz Fux?

Toda a legitimação da interferência no Congresso tinha por base a crítica ao compadrio das relações políticas. A tentativa de deslegitimação do Congresso deu-se devido às práticas fisiológicas, ao toma-lá-dá-cá.

A partir desse enfrentamento, o STF(Supremo Tribunal Federal) assumiu simbolicamente o papel de guardião dos bons costumes públicos. E, presume-se, não pretende abandonar essa imagem, porque senão seria o caos.

No entanto, com sua decisão sobre os royalties, o Ministro Fux internalizou no Supremo o mesmíssimo toma-lá-dá-cá do Congresso.

Fux é do Rio.

Seu principal padrinho político foi o governador Sérgio Cabral.

Sequer esperou o cadáver esfriar para se apossar da tentativa de açambarcamento dos poderes legislativos e pagar sua dívida com seu estado e seu padrinho político.

Pergunto: como ficam as normas éticas do Supremo? Mantido o voto de FUX, Em que o Supremo se diferirá do Congresso, para se conferir o direito de açambarcar suas funções? Quando um órgão se apropria da função de guardião da moralidade, não pode pairar sequer uma dúvida sobre sua isenção.

Se Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio de Mello não se pronunciarem, a razão será o corporativismo do Supremo. Ora, o corporativismo do Congresso foi invocado para impedir que a casa apreciasse o pedido de cassação. Vai-se repetir o método no Supremo?

Vai-se permitir que na noite de núpcias, a esposa – a moralidade pública inaugurada pelo STF – seja traída por um dos príncipes consortes?

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