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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Folha reclama de ter conteúdo reproduzido e cita ações contra EBC e Ricardo Noblat

Muito inteligente a política da Folha. Só que não.

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A Folha de S. Paulo adotou o modelo pay wall em junho passado. Trata-se de uma cobrança e assim o leitor que quiser ter acesso a tudo precisa pagar por uma assinatura. Fato é que, na internet, o conteúdo é facilmente copiado e reproduzido de maneira gratuita em outras páginas. Diversas publicações foram monitoradas pelo jornalístico e ações foram abertas para coibir a prática. Com isso, a EBC e o jornalista Ricardo Noblat estão proibidos de reproduzir a íntegra das matérias.
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Conteúdo da Folha pode ser reproduzido em partes (Imagem: Reprodução)
De acordo com a Folha, que separou os casos em alguns níveis, 129 foram considerados críticos, entre eles a questão da EBC e do blog do Noblat. Na Empresa Brasil de Comunicação, o ponto mais forte apontado é que há anos a empresa faz um serviço de clipping de notícias de jornais em que copia reportagens inteiras e distribui o conteúdo para assinantes que pagam pelo serviço. "Esse é um caso extremo. Além de copiar indevidamente a íntegra do material exclusivo, a EBC vendia o serviço para terceiros. É a chamada concorrência parasitária, pois trata-se de fazer um produto com base no produto de seus concorrentes", diz a advogada da Folha, Taís Gasparian. Já no caso do Noblat, a questão mesmo era a reprodução e foi resolvida com um acordo em que o blog acatou a decisão da justiça.
A política interna do jornal impede que os repórteres e colunistas reproduzam seus textos em blogs ou sites pessoais. A Folha sugere aos interessados em divulgar o conteúdo que copiem um trecho de até dois parágrafos seguido do link que leva para a versão integral em seu site.

Para a Folha, a "independência editorial de um jornal depende de sua independência financeira" e o uso indiscriminado do conteúdo inviabilizaria "parte significativa da receita [...] e, em última instância, a própria produção do jornal". Outros exemplos de veto quanto a copia indevida de material são os sites do Ministério do Planejamento e do Superior Tribunal de Justiça.

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