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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Favorito em 2014, mas desgastado?

O papel original deste blog era análise do discurso - não à toa o espaço se chama De olho no discurso.
Por isso, destaco trecho de matéria da Folha de S. Paulo sobre os dez anos do PT no poder:
Favorito hoje para emplacar a quarta vitória presidencial seguida em 2014 –tanto Dilma Rousseff quanto Luiz Inácio Lula da Silva lideram com folga as pesquisas de intenção de voto–, a sigla tenta superar o desgaste causado pelo mensalão, maior escândalo da era Lula (2003-10).
Contradição inexplicável.
Se o PT é forte e favorito para a quarta vitória presidencial seguida em 2014, seja o candidato Dilma ou Lula, - e se foi o partido mais votado nas eleições de 2012 -, como pode "tentar superar o desgaste"?
Que desgaste é esse que faz do partido mais forte favorito para as eleições daqui a dois anos?

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