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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Empregados da Ativa seguem sem receber salários

O texto abaixo, de Daniel Menezes, pode ser complementado com o post que publiquei no domingo: os chefes de setores na prefeitura se recusando a enviar ofícios para informar à interventora que os empregados da Ativa efetivamente dão expediente em seus órgãos. Receiam que o documento se constitua em prova de prática irregular.
O texto traduz o sentimento de desamparo dos trabalhadores, mas pelo que conheço do que já foi apurado sobre a Ativa, a atitude da interventora parece coerente. Aliás, ser interventor em um cenário assim é tarefa dura.


http://www.cartapotiguar.com.br/2012/12/11/interventora-do-mp-na-ativa-trata-trabalhadores-como-vagabundos/

A interventora designada pelo Ministério Público para atuar na Associação de Atividades de Valorização Social – Ativa –, ONG ligada à estrutura da prefeitura municipal do Natal, vem tratando os trabalhadores da instituição como criminosos. É, pelo menos, o sentimento relatado pelos funcionários da instituição.

Com mais de 600 trabalhadores, que fomentam projetos sociais, produzem em diversas secretarias públicas, geram ações de cidadania, a Ativa, em decorrência de decisão da interventora, não pagou ainda os salários de setembro, outubro e novembro.

Conforme informação de membros da instituição, a administradora alega que cerca de 30% dos funcionários são fantasmas, recebem sem trabalhar. A interventora estaria fazendo uma varredura na folha de pagamento, para só pagar só a quem de direito.

O problema é que, ainda de acordo com trabalhadores da Ong, o zelo da nova administração está passando completamente dos limites. “Parece até que todo mundo é vagabundo. A maioria que dá expediente regular está sendo penalizada,” me disse uma assessora da Ativa.

Já outra pessoa, que preferiu não se identificar, enfatizou, que apesar dos coordenadores de setor tentarem manter o pagamento de alguns fantasmas, ela já sabe quem vai e quem não dá “nem as caras” há muito tempo. “É só começar a agir.”

O recurso financeiro para pagar setembro, além dos salários de outubro e novembro existe. Já está disponível. “Falta ela entender que a minha barriga não funciona em 90 dias”, finalizou outro celetista da Organização.

Natal sem ceia

Um trabalhador não pode ser tratado dessa forma. Ao que tudo indica, o peru de fim de ano será bem magro.

A situação é de desespero.

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