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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Em editorial, @estadao critica desarmamento

Em editorial hoje, o Estadão critica as sucessivas campanhas pelo desarmamento no Brasil a partir do lugar comum do "bandido armado" e "cidadão de bem desarmado".
Desisti de republicar o editorial quando, no entanto, me deparei com um argumento ainda mais circular, que me pareceu se aproximar de uma desonestidade intelectual.
Explico: o Estadão acusa o estado, a lei ou o governo de equalização moral porque aquela velhinha de Caxias do Sul que matou um assaltante que invadiu seu apartamento se tornou ré uma vez que, além da morte, sua arma não tinha registro.
Responder por homicídio é natural - o que já não seria ser condenada nas circunstâncias em questão.
No que se refere ao registro da arma, que não possuía, o jornal não percebeu, ou não quis ver, que a velhinha, lamentavelmente, estava contra a lei.
Desse modo, ao defender que processá-la é um exagero, é o Estadão que equaliza a moral e diz que há cidadãos que podem estar acima das leis.
Por ser velhinha ela tem o direito de possuir uma arma irregular, Estadão? É isso?

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