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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Ellen Oléria, uma voz maior que os preconceitos

Por Renato Rovai

Este blogue não seria justo se avaliasse o The Voice como mais uma das porcariadas da Rede Globo. O nome é ridículo, o formato tem breguices típicas da emissora, há “técnicos” de equipes que não chegariam na final, mas tudo isso é detalhe quando se ouve Ellen Oléria, a vencedora. Essa mulher tem tudo pra ser uma das grandes da MPB. Ela tem um toque diferente de tudo que está rolando. É uma voz que se sobrepõe a qualquer desafio.

Além de tudo, negra e lésbica. Sua namorada foi em todas as suas apresentações. E dividia a cena com sua mãe. Uma cena tão linda, quanto a força de sua voz. Ouca-a, interpretando Zumbi (Jorge Ben Jor).

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