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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Testemunha confirma denúncias de desvios através de funcionários fantasmas

O segundo depoimento que destacamos na ação que levou à intervenção na Ativa é de Rosângela José de Assunção Trigueiro.
Rosângela confirma o depoimento de Sandro Sérgio e diz que a Ativa estava imprimindo folhas de freqüência dos funcionários desde 2009, que não existiam mas foram solicitadas pelo Ministério Público.
Segundo Rosângela, "a maioria dos funcionários lotados na ATIVA, SEMTAS e FUNCARTE, não assinavam folhas de pontos (principalmente os chefes de Setores e os Advogados)". Rosângela era a responsável por realizar o trabalho de digitalização os pontos já existentes e os pontos retroativos que estavam sendo assinados nesta oportunidade pelos funcionários.
Rosângela confirma também que os funcionários da Ativa eram estimulados a convidar amigos para se tornarem funcionários fantasmas da ONG. Do salário de R$ 2,5 mil, R$ 500 reais eram repassados ao funcionário que conseguisse a indicação e parte do dinheiro dividido com a administração da Ativa.
O filho de Ada Barreto, funcionário fantasma da ONG, Éric Martins da Costa Lima Segundo tinha um salário de R$ 2,5 mil.
Rosângela cita outros indicados políticos na mesma situação. Josemberto Lucas de Pontes, irmão da secretária da Mulher Josileide Lucas de Pontes; Célio Aquino, primo do vereador Aquino Neto, ocupava o cargo de Diretor Financeiro até janeiro de 2012, tendo sido afastado dessa posição, mais ainda trabalhando na Ativa; Luiz Alberto de Farias Capistrano, irmão do vereador Franklin Capistrano.
Vários líderes comunitários ligados à Micarla de Sousa eram empregados da Ativa, sem no entanto aparecerem na ONG. Alguns trabalhariam acompanhando a prefeita, outros no gabinete do então vereador Dinarte Torres. "Inclusive no banco de dados do recadastramento essas pessoas apareciam com o código 'DT' que significa Dinarte Torres", disse Rosângela.
Além disso, Rosângela disse que "exercendo o cargo de Secretária de Gabinete do Presidente da Ativa encontra-se Cássia Rochelane de Faria, a qual entrou na instituição no ano de 2009, na gestão de Gilson Moura e até apresente data tem ingerência sobre a inclusão de novos funcionários na Ativa, havendo notícias de que as pessoas a procuram com pleito específico de uma colocação na instituição".
Segundo o depoimento de Rosângela Trigueiro, uma pessoa chamada Franciele, sobre quem pesa a suspeita de saque das verbas indenizatórias e do FGTS de demitidos, "foi encaminhada para trabalhar na SEMTAS, ainda endossando cheques relativos as rescisões de funcionários".

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