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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Rafaela Moura: Contratada pela Ativa, lotada no gabinete de Micarla

Incrível a história relata por Rafaela Máximo de Moura, uma de muitos empregados da Ativa que foram contratados por indicação de políticos do PV.  A maior parte, como paga do serviço prestado como cabo eleitoral do deputado federal Paulo Wagner, do deputado estadual Gilson Moura, de Micarla e de Miguel Weber.
Rafaela começou como jovem aprendiz na Urbana.  De lá, foi contratada na Ativa.  Porém, mesmo sendo empregada da Ativa, dava expediente no gabinete da prefeita afastada, Micarla de Sousa:

“(...); MP: Aí a senhora entrou lá quando, se recorda mais ou menos o período? Rafaela: “Acho que junho, assim que eu sai do outro emprego, eu acho que já entrei lá [...].” MP: Em junho de que ano? Rafaela: “Do ano passado, dia 2 de junho.” MP: Aí como foi que a senhora passou a trabalhar na Ativa? Como é que a senhora foi escolhida? Teve algum processo? Rafaela: “Não escolhida não. Eu trabalhava na Urbana. Primeiro emprego, fiz um curso no Senac, mas tive a facilidade maior por causa da Prefeita que eu trabalhei para ela, com ela. Aí eu falei com ela em um evento, e perguntei se ela podia me arranjar um emprego, e ela me conseguiu na Urbana, como Aprendiz Primeiro Emprego, eu tinha 16 anos. Aí comecei a ter mais contato com ela, ela ia para os eventos eu ia junto. Aí quando eu sai da Urbana que acabou era só um período de 2 anos.” MP: Esse contato era primeiro emprego, era de dois anos? Rafaela: “Era” MP: A senhora tem 19? Rafaela: “Eu já tenho 20 [...] sai, aí ela foi e me colocou na Ativa.”MP: Aí você falou com ela, falou com alguém? Rafaela: “Com ela, a minha mãe de sangue, a que me criou, que eu não sou registrada no nome dela, trabalhava na casa dela. Aí perguntou se ela ainda podia me dar um força, aí ela foi e me colocou lá.” MP: Aí como foi a sua contratação? A senhora chegou lá? Rafaela: “Cheguei lá, deixei currículo e fui contratada, tanto que é carteira assinada.” MP: E a senhora disse que era indicação? Falou com alguém lá? Alguém já sabia? Rafaela: “Eu já cheguei lá eles já sabiam. MP: Aí a senhora trabalha lá né? [...] Aí a senhora trabalha em que programa? Rafaela: “Agente Social I”. MP: Aí qual é a atividade que a senhora desenvolve na Ativa? Rafaela:”É juntando cupom fiscal.” MP: E como é o dia a dia de trabalho? Rafaela: “É porque lá na verdade eu não dou todos os dias expediente lá, eu vou lá levo cupom fiscal uma vez no mês, uma vez na semana, mas tá mais para uma vez no mês. Porque eu dou expediente no Gabinete da Prefeita.” MP: Aí qual é a função que a senhora desenvolve lá? Rafaela: “ Lá é recepcionista, atendo o público. (...); MP: Tem muitas pessoas que trabalham assim? Rafaela: “Não conheço muita não, só eu, eu acho. [...]. Mas no dia que eu fui contratada tinha muita gente, assim muita gente eu acho que umas 6 pessoas. (...)”. 

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