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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Prefeita eleita pode contratar consultoria e sem licitação?

Leio no blog de Anna Ruth Dantas que a prefeita eleita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), reuniu-se ontem com a consultoria de Vicente Falconi.  A ideia de Cláudia é que Falconi oriente os primeiros passos do governo e a reforma administrativa que pretende implantar.
A notícia me chamou a atenção por dois motivos.
Em primeiro lugar, a informação me fez lembrar de Micarla de Sousa (PV).  Micarla no início de sua gestão imaginou que poderia planejar a gestão da coisa pública como se planeja e executa a administração de uma empresa.  Para isso, contratou a Fundação Getúlio Vargas para auxiliar na reforma administrativa que Micarla implementou.
Havia um equívoco fundamental.  Era imaginar que se pode governar como se administra uma empresa privada.  Esse foi um dos elementos para o início da tragédia natalense.
Mas a outra questão que me chamou a atenção é ainda mais séria.  Como pode Cláudia Regina decidir-se pela contratação de uma consultoria - e já se reunir com ela - se sequer tomou posse?  Como esse serviço vai ser pago?  É possível a um prefeito eleito contratar uma consultoria para a gestão antes de assumir a cadeira na prefeitura?  E é possível uma contratação de uma consultoria nessas condições e sem licitação?  Quanto custará aos cofres públicos esse contrato fechado antes de iniciar a gestão e decidido sem licitação?
De repente, alguém poderia dizer que houve licitação.  Mas prefeita eleita pode conduzir licitação?

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