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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Assepsia: Auditoria destacou indícios suspeitos no cronograma de contratação da Marca

O relatório de auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado no contrato de gestão entre o governo do estado e a Marca para administrar o Hospital da Mulher traz alguns destaques importantes.

Em primeiro lugar, o relatório registra que o então secretário de saúde, Domício Arruda, realizou um despacho em 06 de fevereiro indicando que não havia nenhuma entidade escolhida, "deixando sob suspeita a razão pela qual a empresa obteve a condição de contratada". No entanto, a proposta da Marca já havia sido apresentada desde o dia 02 de fevereiro, mesmo que o governo ainda não tivesse sequer estabelecido qual instrumento jurídico seria adotado.

A Procuradoria Geral do Estado, em 17 de fevereiro, indicou, ainda que com ressalvas, que o Termo de Parceria seria viável para estabelecer o contrato com a Marca.

A partir daí, o processo andou rápido: em 29 de fevereiro, Domício Arruda encaminhou-o ao Conselho de Desenvolvimento Econômico. No dia 2, o decreto no 22.575 estabeleceu um crédito de R$ 15.806.057,91 para pagar a Marca, que ainda não havia sido contratada. Ao fim, a empresa de Tufi Meres recebeu mais de R$ 18 milhões do governo do estado.

O CDE aprovou o processo em 06 de março, com aprovação da Controladoria em 09 de março.

Não houve qualquer forma de seleção da Marca para administração do Hospital da Mulher: nem licitação, nem consulta, nem concurso, tendo sido contrata a OSCIP sem qualquer comparação mercadológica nem viabilidade do preço.

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