Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Onofre candidato ao governo?

"Essa hipótese não existe. Se esse boato estiver rolando, é queimação", diz o ex-procurador-geral de justiça, Fernando Vasconcelos.
A fala de Fernando responde a meu questionamento sobre por qual partido o atual PGJ, Manoel Onofre Neto, seria candidato ao governo em 2014.
A ideia surgiu em texto publicado pelo jornalista Alex Medeiros. "Ele é o cara", é o título do texto. "A conversa sobre Onofre enfraquece o MP-RN porque vende a ideia de que a atuação da instituição tem um viés político. Tem o dedo de Robinson Farias", opina um outro membro do parquet em privado.
O texto dá a entender que a ação do PGJ é desconectada da atuação de todo o Ministério Público - quando, de verdade, por exemplo no que se refere à Operação Assepsia, o trabalho do Procurador-Geral foi concluir a investigação iniciada pelos promotores do Patrimônio Público.  
Mais sério, no entanto, é insinuar intenções político-eleitorais na atuação do MP-RN.  Transformaria toda a pressão e investigações contra corrupção em órgãos públicos em estratégia de fortalecimento político da figura individual de Onofre.  Reforçaria, por sua vez, os discursos críticos contra o MP, relativizando as provas e evidências levantadas pelo órgão como sendo fruto de simples perseguição política.  O objetivo do MP deixaria de ser a justiça e a moralidade pública e sim a simples política partidária.  Desse modo, quem tiver rabo preso em corrupções diversas teria um discurso a priori de defesa: tudo não passa de estratégia eleitoral de um PGJ que quer ser governador.
Assim, é bom lembrar, que não apenas em torno do governo de Micarla circulam investigações de corrupção.  O antigo diretor-geral do Detran, já na gestão Rosalba, Érico Ferreira, é réu na Operação Sinal Fechado.  Na mesma operação outros agentes do governo estadual e do DEM foram envolvidos - ou a gente já esqueceu do milhão de José Agripino?  Mesmo no âmbito da Operação Assepsia, há indícios de improbidade contra a governadora cada vez mais nítidos no caso do Hospital da Mulher em Mossoró.  E investigar improbidade da governadora é tarefa do MP-RN.
Enfim, parece que são vários os desserviços de se apresentar o Procurador-Geral de Justiça como candidato ao governo do estado em 2014.  Um dos mais sérios é construção de um discurso e posicionamento de defesa prévia em favor de todos os políticos sobre quem pode recair a lupa do MP e de Onofre.

Comentários

Postagens mais visitadas