Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Nota oficial da Ocupação da Reitoria da UFRN

"Você se sente confortável sabendo que os espaços de sociabilidade na universidade, seu ambiente de estudo e trabalho, são regulados pela presença de seguranças armados?
Como você se sente quando entra na biblioteca e se depara com armas antes de livros? A presença de um segurança armado na porta do RU (restaurante universitário) visa conter uma multidão de famintos a procura de comida?
E quando esse segurança saca a arma? E quando ele atira?
Esse é o nosso cotidiano: “seguranças” armados impedem a livre circulação de estudantes na escola de C&T; “seguranças” se recusam a identificar-se quando flagrados filmando escondidos um grupo de estudantes no setor II; “seguranças” sacam armas contra alunos no CB; um “segurança” é mobilizado para interditar o acesso de uma transmulher a um banheiro feminino no DEART; um “segurança” atira contra um grupo de estudantes durante uma festa no CCHLA, SEGURANÇA... SEGURANÇA... SEGURANÇA...
A reitoria se utiliza dessa estrutura de “segurança” e de sua maquina administrativa para intimidar os estudantes e professores que denunciam as irregularidades políticas na Universidade, dessa maneira silenciando as possibilidades de crítica e de participação política na gestão da UFRN.
Como você se sente diante disso?
Nós, que estamos ocupando a sala de reuniões da Reitoria da UFRN desde ontem (30/10/2012), entendemos que essa política de segurança traz, em si, riscos incomensuráveis à vida e enormes desperdícios de recursos. Conforme publicação no Portal da Transparência, a UFRN destina anualmente R$25.713.895,08 à manutenção de um pequeno exército de seguranças privados – sem nenhum tipo de orientação humanística sobre como realizar seu trabalho – ocupados em defender a propriedade em detrimento da vida. Eles estão autorizados a sacar suas armas e até mesmo dispará-las contra qualquer um que julguem, conforme seus precários critérios, uma ameaça.
Diante da atual situação levantamos a urgência da discussão e reflexão das seguintes pautas :
1. Desarmamento de Seguranças nas áreas de sociabilidade da universidade em horário de atividade acadêmica.
2. Revogação de contrato com a empresa GARRA .
3. Capacitação profissional através da formação política e humanística junto ao grupo Tirésias( Núcleo interdisciplinar em estudos em diversidade sexual, gênero e direitos humanos da UFRN)
4. Ampla participação dos estudantes nas políticas de segurança da universidade.
5. Pelo fim das perseguições políticas e garantia da liberdade de expressão e real democracia na Universidade.
Assim, convidamos aqueles que queiram somar com a ocupação dos estudantes para discutimos sobre “SEGURANÇA” NO CAMPUS.
LOCAL: PÁTIO DA REITORIA

Comentários

Postagens mais visitadas