Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

MP pede dissolução da Ativa

Do Blog do BG

O alvo de ação do Ministério Público Estadual foi a organização não governamental Ativa prestadora de serviços a prefeitura do Natal. O MP impetrou uma Ação Civil Pública na Justiça estadual propondo a dissolução, liquidação e intervenção judicial da organização. A ação foi proposta depois de observadas possíveis irregularidades nos convênios mantidos entre a Ong e a Prefeitura.

O valor original do convênio da Prefeitura de Natal com a Ativa era de R$ 910 mil/mês. O convênio é, exclusivamente, com a Semtas, mas até o início do mês de outubro o repasse já era de R$ 1,15 milhão devido vigência de contrato para administração das quatro Casas de Passagem. Em agosto, a Ativa ainda prestava serviço à Fundação Capitania das Artes no valor de R$ 100 mil.

O Ministério Público Estadual destaca em sua denúncia, depoimentos de ex-funcionários e documentos que embasam as suspeitas de fraudes entre elas: desvio de finalidade da instituição; contratações irregulares de funcionários; ausência de controle no ponto dos contratados para a prestação de serviços aos órgãos públicos conveniados; variação de remuneração para funcionários que exercem os mesmos cargos e funções; irregularidades em licitações e pagamentos; e ausência de controle dos recursos recebidos a títulos de convênio.

Entre as irregularidades estão a suspeita de funcionários fantasmas que soma 35% do pessoal da Ong, e a indicação de funcionário por secretários e políticos ligados ao administração municipal, além de alguns funcionários receberem o pagamento por hora extra somando uma carga horária de 468 horas/mês – ou seja, por uma jornada diária de 15h30, sem nenhum dia de descanso.

Outro fato que chama a atenção e está relatado na Ação civil pública, é o fato do presidente da Ativa ser nomeado pelo chefe do Executivo Municipal, detalhe que segundo o MPE descaracteriza a independência na gestão da entidade.

Comentários

Postagens mais visitadas