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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Leitor levanta suspeita quanto a autenticidade de documento sobre Rubens Paiva

Um comentário deixado no blog chamou a atenção para o documento encontrado nas coisas do militar morto em Porto Alegre (RS) e que está sendo considerado como a primeira evidência da prisão e morte do deputado Rubens Paiva.
Veja a imagem do documento:

O documento traz a data de 20 de janeiro de 1971.  E registra, entre outras coisas, entre os documentos apreendidos com o deputado "Dois cartões de Piloto Privado".
O que disse o comentarista anônimo? 
Será que deveria ser tão fácil alguém mostrar sem comprovação de perícia idônea um papel datilografado que teria 40 anos? Em 1971 ainda havia acento diferencial: escrevia-se pilôto e valôres
De fato, a reforma ortográfica que removeu do português escrito no Brasil os acentos diferenciais data de 18 de dezembro de 1971, a partir de um comunicado de abril daquele ano emitido pela Academia Brasileira de Letras e pela Academia de Ciências de Lisboa a partir da Convenção Ortográfica de 1943.
Será esse fato o suficiente para lançar suspeita sobre a autenticidade do documento?

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