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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Estimulados por Veja, estudantes voltam a publicar fotos das provas do Enem



Pouco tempo antes do início da prova de hoje do Enem a Veja cometeu uma ação simplesmente inacreditável, reproduzida no tweet abaixo:




No primeiro dia, trinta e sete candidatos foram eliminados por publicar fotos das provas nas redes sociais.  Hoje, a Veja convidou os estudantes a continuarem a descumprir as regras - publicando novamente fotos das provas.  
Não sei ao certo se o objetivo é simplesmente melar o processo, mas o fato, criminoso, é inominável.
Para completar, o espaço reservado no site da revista para publicar as fotos solicitadas tem como título "Enem: no segundo dia de prova, estudantes voltam a compartilhar fotos feitas na sala de prova".  O texto destaca que 
O porte de celular, assim como outros aparelhos eletrônicos, é proibido dentro dos locais de prova. De acordo com o edital do Enem, eles devem ser desligados e lacrados. No sábado, o Ministério da Educação (MEC) indentificou 37 pessoas que postaram fotos da prova usando o aplicativo Instagram (confira algumas imagens). Segundo a pasta, eles foram punidos e não terão a prova corrigida.
Para evitar irregularidades nas redes sociais, o MEC diz estar monitorando de perto as informações compatilhadas na internet. Também no sábado, boatos de cancelamento espalhados no Twitter foram prontamente desmentidos pelo ministério, que pediu à Polícia Federal uma investigação sobre o caso.
 A Veja convidou os estudantes a cometerem a irregularidade para depois expor as fotos - destacando-as como irregulares, que efetivamente são.
Segundo o procurador do MP junto ao TCE do RN, Luciano Ramos, "em direito penal isto se chama flagrante preparado, certamente a ética profissional a este tipo de jornalismo".
Quantos estudantes serão punidos por publicarem as fotos das provas de hoje?  Quem terá coragem de responsabilizar a Veja por isso?


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