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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Dona Cicy não resistiu: ponha na conta de Rosalba

Faleceu por volta das 14 horas desta quinta-feira, aos 91 anos de idade, Severina Bastos Cadengue.
Severina era mãe do saudoso jornalista e professor da UFRN, Rogério Cadengue.
Dona Cicy, como era conhecida, sofreu uma queda em casa na quarta-feira e teve traumatismo craniano   e fratura no ombro.
Mesmo com a situação grave e o estado sendo ainda mais delicado devido à idade da vítima, Severina levou cerca de 24 horas agonizando nos corredores do Walfredo Gurgel, antes de ser atendida no Politrauma.  Era 10 horas quando a família informou que ela estava entubada e atendida no hospital.
Cerca de quatro horas depois, faleceu.
Pode pôr na conta da governadora Rosalba Ciarlini, médica.
No mesmo dia em que dona Cicy sofria a desassistência que a levava à morte no maior hospital público do estado, divulgávamos os números do relatório de auditoria do contrato entre governo do estado e a Marca - no qual, foram pagos R$ 18 milhões nos poucos meses em que a Marca operou o Hospital da Mulher.  A auditoria mostrou que mais de R$ 1 milhão foram pagos irregularmente no Hospital.  Dinheiro público.
Que falta num investimento geral da saúde - para salvar vidas como a de dona Severina.
A família ainda aguarda liberção do corpo pelo ITEP e não tem informações sobre velório e sepultamento.
Meus sentimentos sinceros à família Cadengue.

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