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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

O "surto de vaidade" na campanha da OAB/RN



O atual vice-presidente da OAB, Aldo Medeiros, acusou o advogado André Saraiva de ter tido um "surto de vaidade", em virtude de uma carta pública que circulou alguns dias atrás.

Estava me mantendo alheio a essa polêmica, mas hoje recebi um e-mail que relata uma incoerência por parte de Aldo, que é candidato à presidência da instituição pela chapa da oposição.

Na resposta a André, Aldo diz que a vaidade de André foi não ter aberto mão do cargo de conselheiro federal titular.

Lembra o advogado que me escreveu que as palavras de Aldo servem para ele mesmo. "Pois no processo interno da situação ele não abriu mão em momento algum de ser o candidato. Aceitou o processo de escolha, mediante sabatina realizada com os pré-candidatos e, depois, por meio do crivo de Paulo Eduardo - legitimado para indicar seu sucessor. Mas, antes mesmo da escolha do grupo sair, ele rompeu, porque disse que seria candidato a Presidente e era o único cargo que aceitava no grupo. Ele não aceitou qualquer outro cargo oferecido: vice de novo; conselheiro federal; presidente da CAARN; enfim, o "surto de vaidade" que ele critica é o que ele fez, então".


Continua o advogado:









"Ademais, importa salientar que durante a sabatina ele sequer tinha pensado sobre CAARN e ESA. Não tinha a menor noção de projetos para as os referidos órgãos da estrutura da OAB.






Deixou claro que para ele somente contava o fato de ser vice e, só por isso, seria o candidato 'natural'. Também disse que tinha que se levar em conta pesquisa por ele encomendada, realizada depois de ele já estar há seis meses fazendo campanha por fora - antes, portanto, do processo interno de escolha.






Ou seja, ele também descumpriu a regra básica interna: foi para as ruas fazer campanha de pré-candidato antes de consultar o grupo da situação do qual fazia parte. Fincou pé, fez beicinho e rompeu por conta própria".






O autor do e-mail faz outras acusações contra Aldo Medeiros, mas prefiro não levá-las a público por não poder comprová-las.


Quanto ao processo de escolha da situação, o relato combina com o que disse, em certa ocasião, o presidente da OAB, Paulo Eduardo Teixeira. Paulo explicou em entrevista à rádio como se deu o processo de escolha do candidato à sua sucessão no grupo que representa. Falou sobre a decisão coletiva após um processo de sabatina e deixou evidente que Aldo se candidatara à revelia do grupo do qual faziam parte.

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