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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#ForaMicarla: "Quem não pula quer Micarla!"

O #ForaMicarla começou singelo, nas redes sociais.  Primeiro, com manifestações descontentes.  Depois, a coisa foi se organizando melhor.
No início de 2011, com uma primeira tentativa de aumento de passagens de ônibus, o movimento ganhou corpo.  Em poucos meses, deixou as redes e foi às ruas.
Os protestos de ruas em maio e junho de 2011 levaram milhares de natalenses, a maioria jovens estudantes, às ruas.  Dali, à ocupação da Câmara Municipal por onze dias.  A luta, naquele caso, era para que a Câmara cumprisse seu dever de investigar a prefeita.
Foi instalada uma comissão, em resumo, para analisar os contratos da prefeitura.
Ao fim da investigação, uma mudança de relatoria.  Saiu o vereador Júlio Protásio (PSB), na iminência de ser condenado na Operação Impacto.  O relatório de Júlio apontava diversos crimes e indícios graves, mas sua saída possibilitou que o texto final deixasse de lado o pedido de indiciamento da prefeita e seus auxiliares, transformando tudo em recomendações.
A prefeita, mesmo com 95% de reprovação popular, nunca deixou de ter maioria na Câmara.  Por duas vezes, pedidos de impeachment foram derrotados.  O material da CEI dos Contratos foi encaminhado para o Ministério Público.
Em paralelo, investigações como as da Operação Assepsia foram desnudando os esquemas corruptos da gestão municipal.   A seguir, publicarei um resumo do que saiu a respeito no blog.
A Operação Assepsia, que mostrou os esquemas de malversação de dinheiro nos contratos de gestão com OSs na área da saúde, começou a ser investigada em 2011.  Rendeu a prisão de secretários e ex-secretários.
Micarla foi eleita em primeiro turno.  Alcançou incríveis 95% de reprovação popular.  O Ministério Público, na pessoa do Procurador-Geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, pediu à justiça quebra dos sigilos da prefeita e seu afastamento.  Agora há pouco, o desembargador Amaury Sobrinho concedeu.
"Quem não pula, quer Micarla!"

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