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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Campanha de Hermano demoniza Gays e Lésbicas

Por Leo Lobato

Vale tudo para chegar a prefeitura de Natal...

Estão circulando nas Redes Sociais panfletos que supostamente são da campanha de Hermano Morais (PMDB) em que "acusam" o candidato Carlos Eduardo (PDT) de "afrontar as leis de Deus" com suas propostas de campanha.

Tais Panfletos apelam a comunidade católica e evangélica de Natal a não votarem no candidato Carlos Eduardo, pois ele não é o melhor para as famílias "crentes" da cidade:



O fato é que ambos os candidatos são cientes da necessidade de implantação da pauta dos Direitos Humanos e de acordos celebrados internacionalmente pelo Brasil e incluíram em suas propostas e programa de governo as demandas dos LGBTs* em suas campanhas. Acontece que o candidato Hermano Morais,  vem tentando conquistar o voto do segmentos cristão e tentou sem sucesso colocar em seu palanque o Inimigo dos Direitos Gays, o pastor Silas Malafaia, que foi proibido pela Justiça Eleitoral de manifestar-se no palanque do prefeitável do PMDB. Agora, num resgate do que vem acontecendo no nosso país em tempos de eleição, o candidato Hermano apoia-se no fundamentalismo religioso chulo, para obter êxito na eleição do segundo turno. 

As contradição do candidato e o vale tudo político podem ser constatadas e contrastadas entre os panfletos distribuídos nas Igrejas e o seu programa de governo, página 37, que prevê, em caso de governar a cidade, o candidato irá

"criar um Centro de Referência LGBT no município, ampliando as ações voltadas para o combate à discriminação por orientação sexual e o atendimento psicossocial e jurídico nos casos de violação de direitos;" 

É triste perceber que demandas do movimento LGBT servem e servirão de moeda de troca nas negociações e busca pelo poder. Apelo a comunidade que pense bem antes de votar em qualquer candidato que não tenham compromissos sérios com a igualdade de direitos e a diversidade.

* Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais




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