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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#RevoltadoBusao: Cordel do dois e quarenta

Por Rodrigo Bico

Se você ainda não sentiu
A passagem é dois e quarenta
Da noite pro dia ela subiu
E a prefeita num tá nem aí
Se essa panela esquenta

Se o povo parado ficar
Os empresários comemoram
A passagem não vai baixar
A qualidade fica a mesma
Enquanto eles nos exploram

Pra você ter noção
Muito cara é nossa passagem
Com essa exploração
É uma das mais altas do Nordeste
e quem aumentou fica só na pabulagem

Então você se mobilize
Venha pra Revolta do Busão
Por favor não deslize
Dois e quarenta é absurdo
Ajude na Mobilização

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