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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Operação Pecado Capital: Juiz cita o nome de Gilson Moura



Note também a informação veiculada abaixo de que o MPF acredita que há relação entre Operação Pecado Capital e Operação Assepsia.
Perceba, também, que o argumento de Gilson Moura é falacioso. O fato de não haver sido denunciado não significa que não tenha ou esteja sendo investigado. Gilson não é um cidadão comum e como deputado tem foro privilegiado. Desse modo, poderia somente ser denunciado em Tribunais superiores. Por vezes, os indícios, evidências e provas são encontradas mas, encapsuladas, são levadas a instâncias superiores. Veja o exemplo do #Caixa2doDEMnoRN, que denunciamos: as provas dos crimes são inequívocas mas ninguém foi denunciado pela inação da PGR."


http://tribunadonorte.com.br/noticia/e-mail-cita-gilson-como-beneficiario-de-empresa-investigada/231546

O nome do deputado estadual Gilson Moura, frequentemente ligado a Rychardson de Macedo Bernardo, apareceu pela primeira vez, de forma oficial, relacionado às investigações da Operação Pecado Capital. O deputado não faz parte do processo, nem tão pouco foi denunciado. Contudo, um email trocado entre dois réus, e interceptado pelo Ministério Público, cita Gilson Moura como suposto beneficiário de despesas pagas por uma das empresas de Rychardson. O e-mail foi lido ontem pelo juiz da 2a. Vara Federal, Walter Nunes, durante audiência. A mensagem é a mesma que motivou pedido de investigação à Polícia Federal por por parte do Ministério Público, conforme divulgado pela TRIBUNA DO NORTE.


Foi durante o interrogatório do acusado Acácio Forte que Walter Nunes fez um questionamento acerca da mensagem. Acácio foi sócio de Rhandson de Macedo Bernardo, irmão e suposto testa-de-ferro de Rychardson, na empresa Platinum Veículos. O contexto da mensagem é o seguinte: Acácio, recém-saído da sociedade, reclama do pouco lucro recebido na empresa. Rhandson responde da seguinte forma: "Você acha que esse dinheiro ficou com a gente? Pergunte como foi paga toda a campanha de Gilson. Pergunte a ele como foi quitado o carro dele e a casa que ele acabou de trocar", segundo o e-mail que está nos autos do processo e é utilizado como prova. Não foi dita a data da mensagem.

A mesma mensagem havia sido motivo de pedido de investigação por parte do Ministério Público Federal. Na última semana, o procurador Rodrigo Telles solicitou ao juiz Walter Nunes o envio dos processos 0007312-85.2011, 0007304-11.2011 e 0007305.2011, todos com quebras de sigilos e protegidos pelo segredo de Justiça, para a Polícia Federal. A intenção é investigar "o envolvimento de deputado estadual com os acusados".

Ao ser questionado pelo juiz, Acácio Forte confirmou que o e-mail havia sido trocado entre ele e Rhandson de Macedo após o fim da sociedade. Contudo, disse não ter responsabilidade sobre o seu conteúdo. "Era o que ele dizia", explicou, em referência a Rhandson. Em outras palavras, segundo Acácio Forte, Rhandson sustentava que parte do dinheiro da Platinum Veículos foi dividido com o deputado Gilson Moura, mas ele - Acácio - não tem como garantir que isso é verdade. Rhandson decidiu não ser interrogado.

A Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional da República informou que há de fato um procedimento relativo à pessoa de Francisco Gilson de Moura, mas que corre sobe sigilo. Por isso, não é possível saber a data de início do procedimento ou o número, tampouco se já foi para a Justiça. Como se trata de suposto crime praticado por deputado estadual, há a prerrogativa de foro privilegiado e o caso só poderia ter seguimento no Tribunal Regional Federal, em Recife, caso haja indícios mais fortes de envolvimento.

Como a investigação já está em curso no âmbito da Polícia Federal, essa será uma das linhas de investigação acerca da Operação Pecado Capital. Como se sabe, a maioria das constatações do Ministério Público e das auditorias do Inmetro no Instituto de Pesos e Medidas do RN ainda está em investigação, segundo declarou à TRIBUNA DO NORTE o procurador federal Rodrigo Telles na semana passada.

Uma outra frente deve ser aberta a partir de agora. O procurador solicitou - e foi atendido pelo juiz - o envio de dados do processo da Operação Assepsia para 2a. Vara Federal. Telles disse que deve haver conexões entre as operações Pecado Capital e Assepsia, sem detalhar quais conexões porque o procedimento corre em sigilo. A Operação Assepsia diz respeito a supostas fraudes em licitações dentro da secretaria municipal de Saúde e tem como investigados o ex-secretário de Saúde, Thiago Trindade, o procurador municipal, Alexandre Magno de Souza, e diretores da Associação Marca. O processo está em curso na 8a. Vara Criminal e os dados devem ser enviados para a Justiça Federal.

Deputado diz que citações possuem motivação política

A citação do nome do deputado estadual Gilson Moura (PV), candidato a prefeito em Parnamirim, como um suposto beneficiário de despesas pagas pela Platinum - empresa do esquema fraudulento investigado na operação "Pecado Capital" - não atrapalhou a programação da campanha eleitoral. No final da tarde de ontem, o deputado participou de uma caminhada no bairro Santos Reis. Prevista para começar às 17h, a movimentação foi iniciada depois das 18h30.

Gilson Moura não quis falar com a imprensa. Limitou-se a dizer: "Enviei uma nota. O que tinha que dizer, está nela. Procurem a minha assessora", disse enquanto caminhava ao lado de correlegionários e apoiadores da campanha. Coube ao atual vice-prefeito de Parnamirim e candidato a vice-prefeito na chapa de Gilson Moura, Epifânio Bezerra (PR), comentar o assunto. "Isso [as acusações] é coisa de gente despeitada", afirmou.

A notícia acerca da citação do deputado no interrogatório da Operação Pecado Capital foi publicada ainda pela manhã. À tarde, Gilson Moura enviou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, uma nota respondendo ao que foi dito durante a audiência realizada na Justiça Federal.

A nota, entre outros pontos, afirma que a citação do seu nome a tão poucos dias das eleições tem intenções políticas. Além disso, asseverou que o patrimônio do deputado - citado no e-mail lido durante a audiência - foi adquirido através da própria renda familiar. "Para que fique claro: A minha casa e o meu carro são frutos da minha renda familiar e foram devidamente declarados à Receita Federal e à Justiça Eleitoral", disse a nota. E complementou: "Por que só agora, perto da eleição, aparece no processo um email que não é de minha autoria, nem enviado para mim, nem por mim, colocando em dúvida a origem dos meus bens?".

A TRIBUNA DO NORTE publica na íntegra a nota distribuída por Gilson Moura, como também uma resposta a críticas tecidas pelo deputado.

Esclarecimento

Em respeito a população do Rio Grande do Norte e, em especial, ao Povo de Parnamirim, gostaria de esclarecer os seguintes fatos acerca de matéria publicada no site da Tribuna do Norte:

A Operação Pecado Capital foi deflagrada após dois anos de investigações, dezenas de depoimentos, quebras de sigilo bancário, fiscal e de telecomunicações e nenhum indicio de irregularidades foi encontrado contra mim. Diante disto não figuro como Parte nesse processo, nem tão pouco fui acusado de nenhum crime.

Estranha e coincidentemente a poucos dias das eleições onde concorro ao cargo de prefeito de Parnamirim contra o candidato patrocinado por um tradicional grupo político do Rio Grande do Norte e titular do desonroso título de prefeito mais processado do Estado, começam a vazar na Tribuna do Norte - que tem como um dos principais editores o secretário de comunicação do prefeito de Parnamirim - acusações infundadas contra a minha pessoa

Por que só agora, perto da eleição, aparece no processo um email que não é de minha autoria, nem enviado para mim, nem por mim, colocando em dúvida a origem dos meus bens?

Para que fique claro: A minha casa e o meu carro são frutos da minha renda familiar e foram devidamente declarados à Receita Federal e à Justiça Eleitoral.

Não tenho nenhuma dúvida de que estou sendo vítima de um processo político de difamação diante da real perspectiva da minha vitória em Parnamirim.

A desproporcional cobertura jornalística que é feita sobre mim acerca de um processo em que eu sequer sou parte não é isenta e comprova essa difamação. A omissão desse mesmo veículo de comunicação quando o assunto são as dezenas de processos a que responde o atual prefeito de Parnamirim, sendo que um dos quais teve recentemente audiência e não mereceu uma única linha sobre o assunto.

O prefeito Maurício Marques responde a dezenas de processos sob a acusação de desvio de recursos públicos na ordem de 50 milhões de reais e tem seus bens bloqueados pela justiça, mas, estranhamente, esse fato não é noticiado. Por outro lado, uma mera citação do meu nome em uma audiência vira capa de jornal e matéria televisiva.

Eu sei que pago o preço do preconceito que sofrem todas as pessoas de origem humilde que se atrevem a vencer na vida, mas aviso que campanhas caluniosas só aumentam a minha disposição de lutar e reafirmo que não abrirei mão de defender a minha honra, e o povo trabalhador e honesto de Parnamirim que já manifestou nas ruas o desejo de mudança.

Reafirmo minha confiança na Justiça e meu respeito ao Ministério Público pela sua dimensão constitucional, mas ressalto que as denúncias já foram judicializadas e que estou à disposição, como sempre estive, para esclarecer qualquer dúvida a respeito da origem dos meus bens.

Continuarei minha caminhada pelas ruas de Parnamirim porque sei que o ficha suja da campanha de Parnamirim não sou eu!

Gilson Moura

Deputado Estadual

Nota da Redação

Os argumentos e críticas apresentadas pelo deputado Gilson Moura ao trabalho jornalistico realizado pela TRIBUNA DO NORTE são fantasiosos e inverossímeis.

O deputado foi procurado pela reportagem, através de assessores e pessoalmente, para dar sua versão sobre os fatos. Preferiu o recurso impessoal de uma nota a ter que responder perguntas do repórter.

A TRIBUNA DO NORTE tem um compromisso ético com a notícia. Não divulgamos fatos que não possam ser comprovados nem fazemos ilações sobre a moral das pessoas. Nossos jornalistas exercem esse compromisso diariamente. Sem exceções nem concessões a outros interesses e/ou relações.

Dois exemplos, envolvendo o próprio Gilson Moura, bastam para comprovar nossa postura: 1) o deputado recebeu três convites para vir a TN gravar vídeo e dar entrevista sobre as propostas para Parnamirim, recusando todos eles; 2) a TN levantou há mais de 10 dias, por fontes próprias, que a Polícia Federal abriu inquérito sobre o possível envolvimento do deputado com as fraudes no Ipem/RN, mas sem ter documentos comprobatórios, optou pela não publicação.

As citações ao nome do deputado Gilson Moura constam de documentos arrolados como provas no processo sobre as fraudes no Ipem/RN e os fatos relacionados aos "supostos benefícios financeiros" auferidos pelo deputado, através de empresas do réu Rychardson Macedo, foram levantados pelo representante do Ministério Público.

A TN fez jornalismo. O deputado Gilson Moura tenta fazer política.

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